22:51 15 Julho 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quinta-feira (28), marcada pela crise política das fake news no Brasil, por um terremoto nas relações entre EUA e China e por onda de ataques de hackers às contas da OMS.

    COVID-19 avança nas regiões Norte e Nordeste

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza 411.821 casos de COVID-19 e 25.598 vítimas fatais. Apesar da doença avançar rapidamente pela região Sudeste, a mais afetada do país, pela primeira vez a maioria dos casos e dos óbitos estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste. Em duas semanas, o aumento proporcional de diagnósticos de COVID-19 na região Norte foi de 25% e na Nordeste de 21%, apesar das regiões concentrarem somente 9% e 27% da população brasileira, segundo o IBGE.

    Agente de saúde municipal em visita à casa de idoso com sintomas de COVID-19, em Manaus, 27 de maio de 2020
    © REUTERS / Bruno Kelly
    Agente de saúde municipal em visita à casa de idoso com sintomas de COVID-19, em Manaus, 27 de maio de 2020

    Polícia Federal cumpre mandatos no inquérito às fake news

    Nesta quarta-feira (28), a Polícia Federal (PF) cumpriu 29 mandatos de busca e apreensão, no âmbito do inquérito sobre grupos que financiam a propagação de notícias falsas e ataques às instituições democráticas no Brasil. Apoiadores do presidente Bolsonaro, como Luciano Hang, dono das lojas Havan, e Edgard Corona, das academias Smart Fit e Bio Ritmo, foram alvo de ações da PF. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a quebra do sigilo fiscal e bancário de suspeitos. Caso seja confirmada a montagem de esquema de propagação de notícias falsas durante as eleições de 2018, a chapa do atual presidente pode ser cassada.

    Trump deve pedir revisão de lei que protege Twitter e Facebook

    Nesta quinta-feira (28), o presidente dos EUA, Donald Trump, deve solicitar a revisão da lei que isenta em larga medida as redes sociais de responsabilidade jurídica sobre o conteúdo postado pelos seus usuários. A revisão da lei, que protege as redes sociais, terá início após uma postagem de Trump ter sido classificada como "infundada" pelo Twitter, nesta terça-feira (27). A ordem executiva também autorizará a comissão federal de comunicações dos EUA (FCC, na sigla em inglês) a investigar a compatibilidade entre as práticas das redes sociais e seus termos de uso.

    Morador de rua é fotografado próximo ao Congresso dos EUA, em Washington, 27 de março de 2020
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    Morador de rua é fotografado próximo ao Congresso dos EUA, em Washington, 27 de março de 2020

    Google alerta para aumento de ações de hackers contra organizações de saúde

    Analistas de segurança da Alphabet, holding detentora do Google, informaram que no mês de abril foram emitidos 1.755 alertas sobre invasão de contas de organizações e funcionários de saúde por hackers financiados por governos, reportou a Reuters. A empresa declarou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é alvo prioritário do que chamou de "campanha" virtual "de larga escala". Além disso, "removemos milhares de canais do YouTube" que estariam ligadas a essas ações "coordenadas". As ações são realizadas a partir de empresas terceirizadas, localizadas sobretudo na Índia, informou a Alphabet.

    Hong Kong não merece tratamento especial da lei norte-americana, diz Pompeo

    Nesta quarta-feira (27), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, defendeu no Congresso do país que Hong Kong deixe de usufruir de status especial, de acordo com a lei americana, o que pode prejudicar o papel da região como centro financeiro global. A declaração de Pompeo também abre caminho para imposição de sanções econômicas, em resposta à possível aprovação em Pequim da nova lei de segurança nacional aplicada a Hong Kong.

    • A comunidade empresarial norte-americana reagiu às ameaças de Pompeo. O presidente do Conselho Empresarial EUA-China, Craig Allen, pediu cautela, lembrando que "o texto da lei ainda não foi divulgado", reportou a Reuters. A Câmara de Comércio dos EUA emitiu nota, alertando que o fim do status especial de Hong Kong seria "um erro grave".
    • Nesta quinta-feira (28), o Congresso Nacional do Povo (parlamento) da China está votando, na sua sessão final, em Pequim, a nova lei de segurança nacional para a região administrativa especial de Hong Kong. O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, concede hoje (28) sua entrevista coletiva anual, na qual deve tratar das novas medidas tomadas pelo governo dos EUA.
    Presidente da China, Xi Jinping (à esquerda) e o primeiro-ministro, Li Keqiang, votam durante pleito sobre a lei de segurança nacional de Hong Kong, em Pequim, China, 28 de maio de 2020
    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
    Presidente da China, Xi Jinping (à esquerda) e o primeiro-ministro, Li Keqiang, votam durante pleito sobre a lei de segurança nacional de Hong Kong, em Pequim, China, 28 de maio de 2020

    Chanceler russo rejeita campanha de difamação da OMS e pede diálogo

    Nesta quinta-feira (28), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, expressou preocupação quanto às tentativas de difamar a Organização Mundial da Saúde (OMS), em artigo publicado no jornal chinês Global Times. "A OMS, como qualquer estrutura multilateral, deve aprimorar as suas atividades", concedeu. No entanto, "tentativas de difamar" a organização, "que está ajudando seus membros a atuar em um ambiente epidemiológico em constante mudança [...] causam profunda preocupação" em Moscou. Ao invés de "destruir" o órgão, Lavrov pediu "diálogo entre todos os membros".

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    Tags:
    Sergei Lavrov, fake news, Polícia Federal, Brasil, OMS, Hong Kong, China, pandemia, COVID-19
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