21:21 29 Novembro 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nas notícias mais relevantes desta terça-feira (19), marcada pelo ultimato de Trump à OMS, pela resposta dura da China a declarações da Austrália e pela confirmação de mais de 250 mil casos de COVID-19 no Brasil.

    Brasil ultrapassa Reino Unido e atinge 250 mil casos de COVID-19

    De acordo com o Ministério da Saúde, pasta que segue sem titular, o Brasil registra agora 254.200 casos de COVID-19 e 16.792 vítimas fatais. O Brasil é o terceiro país com maior número de casos mundialmente, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA). Nesta terça-feira (19), tem início o lockdown no Amapá, que deve se estender pelo menos até o dia 28 de maio. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro vota hoje (19) o projeto para aplicar a mesma medida no estado, enquanto São Paulo decide antecipar feriados para combater a COVID-19.

    Agente de saúde lamenta morte de indígena da tribo Wanano, vítima da COVID-19, em Manaus, 18 de maio de 2020
    © REUTERS / Bruno Kelly
    Agente de saúde lamenta morte de indígena da tribo Wanano, vítima da COVID-19, em Manaus, 18 de maio de 2020

    Bolsonaro sanciona linha de crédito para micro e pequenas empresas

    Nesta segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a lei que cria nova linha de crédito para micro e pequenas empresas, que deve vigorar durante a crise do novo coronavírus. As empresas poderão captar valores equivalentes a 30% de sua receita bruta anual de 2019. Bolsonaro, no entanto, vetou a proposta de carência de oito meses para o pagamento de empréstimos. Com a sanção presidencial, a lei passa a vigorar, enquanto os vetos seguem para apreciação no Congresso Nacional.

    Trump dá ultimato e ameaça retirar EUA da OMS

    O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou congelar de forma permanente o financiamento norte-americano à Organização Mundial da Saúde (OMS) e rever a participação do país no órgão, caso este não "demonstre independência em relação à China". Trump deu 30 dias para a OMS mostrar "melhorias significativas" na luta contra a pandemia. Leia mais sobre o ultimato de Trump. Internamente, o orçamento norte-americano será debatido nesta terça-feira (19), durante audiência no Senado dos EUA, na qual membros da administração Trump devem explicar a demora nos repasses de recursos do pacote de ajuda de US$ 3 trilhões (cerca de R$ 17 trilhões) a cidadãos norte-americanos.

    Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com executivos do setor de serviços, na Casa Branca, em Washington, 18 de maio de 2020
    © REUTERS / Leah Millis
    Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com executivos do setor de serviços, na Casa Branca, em Washington, 18 de maio de 2020

    Embaixada da China diz que alegação da Austrália na OMS é 'uma piada'

    Nesta terça-feira (19), a embaixada da China em Camberra negou que resolução adotada na OMS fosse uma vitória da política externa australiana: "a resolução preliminar adotada pela assembleia da OMS é totalmente diferente da proposta feita pela Austrália", disse o porta-voz da embaixada. "Alegar que a resolução da assembleia atende à reivindicação da Austrália não passa de uma piada". A China vem adotando um tom mais duro internacionalmente, uma política apelidada pela mídia chinesa e internacional de "diplomacia do lobo guerreiro".

    • Anteriormente, a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, havia dito que o texto da resolução adotada pela assembleia da OMS, que pede uma avaliação "imparcial, independente e abrangente" sobre a COVID-19 e inclui "um exame das origens zoonóticas do coronavírus" teria atendido às reivindicações australianas.
    • O presidente chinês, Xi Jinping, disse à assembleia da OMS que a China irá apoiar uma revisão abrangente da resposta ao novo coronavírus, uma vez que a pandemia esteja sob controle. Na ocasião, Xi anunciou que, se a China conseguir desenvolver uma vacina para a COVID-19, "ela será considerada um bem público global", para garantir que os países em desenvolvimento tenham acesso ao medicamento.
    Chinesa desenha estampa em tecido para fabricação de máscaras protetoras, em Pequim, na China, 17 de maio de 2020
    © REUTERS / Tingshu Wang
    Chinesa desenha estampa em tecido para fabricação de máscaras protetoras, em Pequim, na China, 17 de maio de 2020

    EUA retribuem ajuda da Rússia e devem enviar ventiladores para Moscou

    Os EUA devem doar à Rússia cerca de 200 ventiladores pulmonares, retribuindo a ajuda recebida de Moscou em março para o combate ao novo coronavírus, informou fonte na administração Trump à Sputnik. Os 50 primeiros aparelhos devem chegar à Rússia no dia 20 de maio, e os demais no dia 26. A entrega é uma resposta à ajuda enviada por Moscou a Washington, em 30 de março de 2020, a qual incluiu equipamentos médicos e 1 milhão de máscaras. Na ocasião, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia antecipado que Washington retribuiria a ajuda russa quando necessário. O Departamento de Estado dos EUA não descarta a manutenção da cooperação bilateral no combate à COVID-19.

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    Tags:
    Brasil, Rússia, EUA, Austrália, China, OMS, COVID-19, pandemia
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