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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as notícias mais relevantes desta terça-feira (12), na qual a Polícia Federal deve exibir vídeo de reunião de Bolsonaro citada por Moro, a França flexibiliza sua quarentena e a Arábia Saudita anuncia novos cortes na sua produção de petróleo.

    Bahia, Ceará e Pará devem ignorar medida de Bolsonaro

    Os governadores da Bahia, Rui Costa, do Ceará, Camilo Santana, e do Pará, Helder Barbalho, declararam que não irão aplicar o decreto do presidente Jair Bolsonaro, que inclui na lista de serviços essenciais salões de beleza, academias de esportes e barbearias. A autonomia dos estados e municípios para formular e aplicar políticas de saúde, que inclui a classificação de serviços essenciais, foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que permite aos entes federados não aplicar o decreto presidencial. De acordo com as secretarias de saúde, o Brasil tem 139.594 casos de COVID-19 e 11.653 vítimas fatais.

    Polícia Federal irá fazer perícia de vídeo de reunião ministerial

    Nesta terça-feira (12), a Polícia Federal (PF) fará a exibição e perícia do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada pelo ex-juiz Sergio Moro em depoimento à PF. A exibição cumpre a decisão do ministro do STF, Celso Mello, e será feita no Instituto Nacional de Criminalística da PF. Moro acusa Bolsonaro de, durante a reunião, ter deixado clara a sua intenção de interferir nos trabalhos da PF. No âmbito das investigações, a PF deve ouvir hoje (12) os ministros Braga Netto, da Casa Civil, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria do Governo.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usa máscara protetora durante conferência de imprensa, na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília, 11 de maio de 2020
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, usa máscara protetora durante conferência de imprensa, na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília, 11 de maio de 2020

    Casa Branca passa a exigir uso de máscaras após funcionários pegarem COVID-19

    Após dois funcionários da Casa Branca testarem positivo para o novo coronavírus, a residência oficial do presidente dos EUA passará a exigir o uso de máscaras a visitantes e trabalhadores. O presidente dos EUA, Donald Trump, descartou que a situação represente perigo para sua saúde, mas irá manter contato limitado com seu vice, Mike Pence, cuja porta-voz está infectada. Nesta segunda-feira (11), os EUA registraram menos de 900 mortes diárias por COVID-19, indicativo positivo para o país mais atingido pela COVID-19 mundialmente. Os EUA registram 1.347.936 de casos de COVID-19 e mais de 80 mil mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

    Repórter com máscara protetora durante conferência de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 11 de maio de 2020
    © REUTERS / Kevin Lamarque
    Repórter com máscara protetora durante conferência de imprensa do presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, 11 de maio de 2020

    França flexibiliza quarentena e OMS alerta contra 'cálculo perigoso'

    Nesta segunda-feira (11), data marcada para o início da flexibilização da quarentena no país, a França confirmou o aumento no número de mortes por COVID-19 e o dobro do número de casos registrados no dia anterior. Comércio não essencial e fábricas devem reabrir hoje (12), após oito semanas de quarentena rígida. Nesta terça (12), o Banco da França anunciou que a atividade econômica do país continua baixa, mas apresenta melhora em relação a março. A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela aos países que, como a França, se preparam para flexibilizar a quarentena. Para o epidemiologista da OMS, Dr. Mike Ryan, contar com a imunidade de grupo para retirar medidas de isolamento social pode ser um "cálculo perigoso".

    Francês pratica esportes na Praça do Trocadero, em Paris, na França, 20 de maio de 2020
    © AFP 2020 / Phillippe Lopez
    Francês pratica esportes na Praça do Trocadero, em Paris, na França, 20 de maio de 2020

    Conselheiros de Guaidó renunciam após golpe mal sucedido na Venezuela

    O estrategista político Juan Jose Rendon e o membro do parlamento opositor, Sergio Vergara, ambos conselheiros do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, renunciaram na noite desta segunda-feira (11), após invasão mal sucedida do país, promovida por uma empresa de segurança privada dos EUA, contratada pela equipe de Guaidó. Rendon e Vergara apresentaram sua resignação após serem acusados pelo presidente Nicolás Maduro de integrarem a operação que, com auxílio da empresa Sivercorp EUA, tentou invadir o país com intenção de retirar Maduro do poder. Oito pessoas faleceram na empreitada e mais de 40 foram detidas, incluindo dois cidadãos norte-americanos.

    Rússia tem baixa mortalidade por COVID-19

    Nesta segunda-feira (11), a vice-primeira-ministra russa Tatiana Golikova informou que a taxa de mortalidade por COVID-19 na Rússia é inferior à mundial. Segundo ela, a proporção de pacientes infectados pelo novo coronavírus no país que desenvolvem pneumonia diminuiu de 25 para 20 por cento, "por isso, as taxas de mortalidade na Federação da Rússia são 7,4 vezes mais baixas" do que a mundial, estimada em 6,8 por cento. A taxa de mortalidade russa é estimada em 0,9. Moscou, que aposta na política de testagem em massa, já detectou 232 mil casos de COVID-19 e registrou 2.166 vítimas fatais. Leia mais sobre a situação epidemiológica na Rússia

    Russos usam máscara durante desfile aéreo de caças Su-25, no dia da Vitória, 9 de maio de 2020
    © Sputnik / Ilia Pitalev
    Russos usam máscara durante desfile aéreos dos caças Su-25, no dia da Vitória, 9 de maio de 2020

    Arábia Saudita promove novos cortes e preço do petróleo reage

    Nesta terça-feira (12), os preços do petróleo operam em alta, após anúncio inesperado de novos cortes na produção de petróleo pela Arábia Saudita. Riad deve reduzir a produção total de junho em 7,5 milhões de barris, um milhão a mais do que o esperado e uma queda de 40% em relação à produção de abril. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também devem anunciar cortes adicionais na sua produção nacional de petróleo. Os cortes serão realizados para sustentar o preço da commodity, em baixa desde o início da pandemia de COVID-19. 

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    Tags:
    petróleo, Arábia Saudita, Rússia, Casa Branca, Jair Bolsonaro, Brasil, COVID-19, pandemia
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