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    Bom dia! A Sputnik Brasil está de olho nas notícias mais importantes desta segunda-feira (11), marcada pela abertura das inscrições para o ENEM, por novos casos de COVID-19 em Wuhan e pelo receio de uma "segunda guerra comercial" entre EUA e China.

    Brasil ultrapassa 11 mil mortes e 162 mil casos de coronavírus, diz ministério

    De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o Brasil tem 162.699 casos de COVID-19 e 11.123 vítimas fatais. O Brasil é o sexto país com maior número de mortes mundialmente e o oitavo país em número de casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA). Nesta segunda-feira (11), tem início o "lockdown" das cidades fluminenses de Niterói e São Gonçalo. O modelo, que consiste em uma quarentena mais rígida, já foi adotado por 18 cidades e regiões do país. Em Niterói, o desrespeito às normas do "lockdown" está sujeito a multa de R$ 180, valor que pode ser dobrado em caso de reincidência.

    Padre católico Reginaldo Manzotti dá hóstia para senhora, em missa drive-thru em comemoração ao Dia das Mães, em Curitiba, 10 de maio de 2020
    © REUTERS / Rodolfo Buhrer
    Padre católico Reginaldo Manzotti dá hóstia para senhora, em missa drive-thru em comemoração ao Dia das Mães, em Curitiba, 10 de maio de 2020

    Abertas inscrições para o ENEM

    Apesar dos apelos para o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) deste ano, o governo abre hoje (11) as inscrições para o certame. As provas presenciais estão previstas para os dias 1º e 8 de novembro, enquanto as digitais devem ocorrer em 22 e 29 de novembro. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) pediu o adiamento da prova, afirmando que sua manutenção deixará os estudantes mais pobres fora das universidades no ano que vem. Apelo similar foi feito pelas universidades públicas e colégios federais do Rio de Janeiro, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).Os candidatos têm até o dia 22 de maio para fazerem as inscrições no site do INEP.

    Reino Unido planeja saída da quarentena em meio a críticas

    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou um plano de retirada da quarentena no Reino Unido por etapas. Escolas, lojas e restaurantes poderiam reabrir a partir do dia 1º de junho, caso as infecções se mantenham baixas. O ministro das Relações Exteriores do país, Dominic Raab, disse nesta segunda-feira (11) que irá garantir a manutenção do fluxo internacional de cargas. No domingo (10), o governo de Johnson foi alvo de críticas por trocar o slogan "Fique em casa" por "Fique alerta". Leia mais sobre o plano britânico

    Primeiro-ministro do Reino Unido passeia pelo centro de Londres, em meio à pandemia de COVID-19, 11 de maio de 2020
    © REUTERS / Toby Melville
    Primeiro-ministro do Reino Unido passeia pelo centro de Londres, em meio à pandemia de COVID-19, 11 de maio de 2020

    Investidores temem '2ª Guerra Comercial' entre EUA e China

    A divulgação de dados positivos das exportações da China foi ofuscada por receios de uma nova guerra comercial entre Washington e Pequim, reportou a Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou punir a China com novas tarifas alfandegárias, após acusar o país de ser responsável pela pandemia. Por outro lado, o investimento chinês nos EUA sofreu a maior queda desde 2009, de acordo com relatório do Comitê Nacional de Relações EUA-China, sediado em Washington. Os investimentos chineses no primeiro trimestre de 2020 totalizaram US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), contra US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões) no mesmo período do ano passado.

    Garota faz selfie durante reabertura de parque temático da Disney, em Xangai, na China, 11 de maio de 2020
    © REUTERS / Aly Song
    Garota faz selfie durante reabertura de parque temático da Disney, em Xangai, na China, 11 de maio de 2020

    Venezuela prende mais 11 indivíduos associados à invasão marítima

    Neste domingo (10), as autoridades venezuelanas anunciaram mais 11 prisões de "terroristas mercenários" envolvidos na tentativa de invasão marítima do país, frustrada na semana passada, informou o chefe do Estado-Maior da Venezuela, almirante Remigio Ceballos, em sua conta no Twitter. O presidente Nicolás Maduro declarou estar "procurando meticulosamente pelos envolvidos" e prometeu "capturar todos". Ao todo, mais de 40 pessoas já foram detidas em função do incidente, inclusive dois cidadãos norte-americanos, que podem ser condenados a até 35 anos de prisão por "terrorismo, conspiração, tráfico ilícito de armas de guerra e associação criminosa".

    Wuhan reporta novo foco de propagação de COVID-19

    Nesta segunda-feira (11), o Comitê de Saúde da cidade chinesa de Wuhan confirmou ter identificado novo foco de propagação da COVID-19 na cidade. Cinco moradores do mesmo condomínio testaram positivo para a doença, o primeiro foco desde a flexibilização da quarentena na cidade, adotada há um mês. A cidade de Wuhan, onde o novo coronavírus foi descoberto, teve 50.339 casos de COVID-19 e 3.869 vítimas fatais. Apesar de a única cidade atualmente considerada de alto risco epidemiológico pelas autoridades chinesas ser Shulan, na província nordeste de Jilin, especialistas temem uma "segunda onda" de infecções em Wuhan.

    Guarda usando máscara protetora em escola na capital chinesa, Pequim, 11 de maio de 2020
    © AFP 2020 / Noel Celis
    Guarda usando máscara protetora em escola na capital chinesa, Pequim, 11 de maio de 2020

    Talibã liberta 17 prisioneiros na sequência do acordo de paz com os EUA

    Nesta segunda-feira (11), o grupo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) libertou 17 soldados afegãos, em observância ao acordo de paz assinado com os EUA, informou o porta voz do grupo, Zabihullah Mujahid. O acordo prevê a libertação de mil prisioneiros pelo Talibã e cinco mil pelo governo afegão. Poucas horas antes, o ministro da Defesa do país anunciou que seis soldados afegãos foram mortos e cinco ficaram feridos em confrontos com o Talibã no leste do país. O aumento da violência coloca em risco o acordo de paz com o Talibã selado pelos EUA, que não contou com a participação do governo afegão.

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    Tags:
    Reino Unido, ENEM, COVID-19, pandemia, EUA, China
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