19:44 26 Outubro 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quarta-feira (6), marcada pela disparada de casos de COVID-19 em São Paulo, pela resposta do presidente do Irã às tentativas de renovar o embargo de armas imposto ao país e pela leve recuperação dos preços do petróleo.

    Brasil tem maior aumento diário de mortes desde início da pandemia

    De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem agora 114.715 casos de COVID-19 e 7.921 mortes. Nas últimas 24 horas, o país registrou 600 mortes, maior aumento diário desde o início da pandemia. O número de casos confirmados em São Paulo disparou nos últimos oito dias, chegando a 3,7 mil. No entanto, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, assumiu que os números do Ministério estão incompletos, lembrando que os cerca de 100 mil testes feitos na rede privada não foram computados.

    Projeto de ajuda de R$ 60 bilhões a estados e municípios vai para o Senado

    Nesta quarta-feira (6), o projeto de lei que regula a ajuda financeira da União a estados e municípios segue para o Senado, após ter sido aprovado na Câmara dos Deputados. O pacote prevê uma ajuda de R$ 60 bilhões para o combate ao novo coronavírus. A contrapartida das entidades federativas será não reajustar salários de servidores públicos até 31 de dezembro de 2021, com exceção de profissionais de saúde e da segurança pública. A medida deve amenizar a situação fiscal de estados e municípios, prejudicada em função da queda abrupta na arrecadação de impostos, decorrente das medidas de contenção da COVID-19.

    Funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro fazem marcas no chão para garantir que as pessoas na fila da Caixa Econômica Federal mantêm a distância umas das outras, Rio de Janeiro, 5 de maio de 2020
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro fazem marcas no chão para garantir que as pessoas na fila da Caixa Econômica Federal mantêm a distância umas das outras, Rio de Janeiro, 5 de maio de 2020

    EUA e Reino Unido iniciam negociações de Tratado de Livre Comércio

    Os EUA e o Reino Unido lançaram oficialmente as negociações para a assinatura de Tratado de Livre Comércio. Os países querem "trabalhar rapidamente" para conter a rápida desaceleração do comércio bilateral, em função da COVID-19. As negociações serão conduzidas de maneira virtual, e devem incluir mais de 300 negociadores, divididos em 30 grupos de trabalho, reportou a Reuters. As negociações foram lançadas no mesmo dia em que os EUA registraram uma queda recorde nas suas exportações e o Reino Unido ultrapassou a Itália e se tornou o segundo país em número de mortos por COVID-19 no mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Artista Lionel Stanhope pinta mural em Londres, no mesmo dia em que o Reino Unido se torna o segundo país com maior número de mortes por COVID-19 no mundo, 5 de março de 2020
    © REUTERS / Hannah McKay
    Artista Lionel Stanhope pinta mural em Londres, no mesmo dia em que o Reino Unido se torna o segundo país com maior número de mortes por COVID-19 no mundo, 5 de março de 2020

    Trump pede reabertura da economia, apesar do aumento no número de mortes

    Nesta terça-feira (6) presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma visita a uma fábrica de máscaras no Arizona, estado onde espera obter vitória nas eleições de novembro. Sem fazer uso de máscara protetora durante a visita, o presidente disse que "algumas pessoas serão severamente afetadas [pela COVID-19]? Sim", mas "não podemos manter o país fechado pelos próximos cinco anos". Os EUA são o país mais atingido pela COVID-19 no mundo, com 1.200.475 casos e 71.078 vítimas fatais, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Presidente do Irã alerta contra prorrogação de embargo de armas

    Nesta quarta-feira (6), O presidente do Irã, Hassan Rouhani, informou ter enviado a carta à Rússia, China, França, Alemanha e Reino Unido, países signatários do acordo nuclear iraniano, informando que o Irã reagirá de forma enérgica caso a ofensiva diplomática dos EUA para renovar o embargo de armas imposto ao país tenha sucesso. Rouhani lembrou que o fim do embargo é uma das garantias do acordo nuclear. Leia mais sobre a reação de Rouhani 

    • Anteriormente, o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Ryabkov, afirmou que o atual regime especial de fornecimento de armas e equipamento militar ao Irã, imposto pelo Conselho de Segurança da ONU há cinco anos, expira este ano, não podendo haver desvios a esta decisão.
    • O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou por sua vez que os EUA irão fazer tudo para garantir que o embargo seja renovado. Diplomatas dos EUA na ONU tentam invocar um dispositivo do acordo nuclear para justificar a manutenção do embargo, apesar dos EUA terem se retirado do acordo em 2018.
    Iraniana faz embaixadinhas usando máscara protetora e luvas, na capital iraniana, Teerã, 5 de maio de 2020
    © REUTERS / Agência de Notícias WANA
    Iraniana faz embaixadinhas usando máscara protetora e luvas, na capital iraniana, Teerã, 5 de maio de 2020

    Participação dos EUA em acordo sobre petróleo é vital, diz ministro russo

    A participação dos EUA no novo acordo da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados é "vital" para o mercado energético mundial e a Rússia "sobreviverá" mesmo que os preços baixem a níveis inferiores a US$ 10 (cerca de R$ 55) graças "às suas reservas financeiras", disse o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, nesta quarta-feira (6), na qual os preços do petróleo registram a maior alta desde 14 de abril, com o barril do Brent sendo negociado a mais de US$ 32 (cerca de R$ 178).

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    Tags:
    Hassan Rouhani, Donald Trump, EUA, Câmara dos Deputados, embargo de armas, Teerã, COVID-19, pandemia
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