13:59 03 Junho 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quinta-feira (9), marcada pelo pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional, pelo cessar-fogo no Iêmen e pela situação alarmante da COVID-19 no estado norte-americano de Nova York.

    Bolsonaro faz pronunciamento e número de mortes sobe no Brasil

    De acordo com as secretarias estaduais de Saúde, o Brasil tem agora 16.195 casos confirmados de COVID-19 e 822 vítimas fatais. Nas últimas 24 horas, 133 novos óbitos foram confirmados no país. Na quarta-feira (8), o presidente Jair Bolsonaro fez novo pronunciamento em rede nacional, no qual defendeu a volta ao trabalho, "observadas as normas do Ministério da Saúde". Para ele, "a grande maioria" dos brasileiros quer voltar a trabalhar. O presidente disse que o isolamento é "responsabilidade exclusiva" dos governadores e defendeu o uso da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19.

    Medidas de apoio econômico saem do papel

    O pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 deve ter início hoje (9), informou a Caixa Econômica Federal. Mais de 26 milhões de pessoas se inscreveram no programa. Além disso, o governo federal publicou medida provisória que isenta os consumidores de baixa renda do pagamento de contas de luz, entre os dias 1º de abril e 30 de junho. A União deve destinar cerca de R$ 900 milhões para cobrir os custos com eletricidade. A isenção vale para unidades que consumam até 220 quilowatts-hora (kWh) por mês.

    Padre Bruno Costa, da comunidade Canção Nova, abençoa fiéis, perto do Palácio do Planalto, em Brasília, 8 de abril de 2020
    © REUTERS / Ueslei Marcelino
    Padre Bruno Costa, da comunidade Canção Nova, abençoa fiéis, perto do Palácio do Planalto, em Brasília, 8 de abril de 2020

    Número de mortes por COVID-19 acelera em Nova York

    O estado de Nova York, epicentro norte-americano da epidemia de COVID-19, atingiu a marca inédita de 779 mortes em 24 horas nesta quarta-feira (8), informou o governador Andrew Cuomo. O número de casos no estado atingiu 150 mil, mas o próprio governo estadual reconhece que o número deve ser maior. Os números "são mais do que mera estatística. Cada número é um rosto", lembrou o governador. Os EUA registam mais de 430 mil casos de COVID-19 e mais de 14.700 vítimas fatais. Os EUA são agora o segundo país com maior número de mortes em função do vírus, atrás somente da Itália, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins (EUA).

    Agente de saúde se dirige a caminhão frigorífico com falecidos por COVID-19, em Nova York, 8 de abril de 2020
    © REUTERS / Lucas Jackson
    Agente de saúde se dirige a caminhão frigorífico com falecidos por COVID-19, em Nova York, 8 de abril de 2020

    Mike Pompeo eleva o tom contra a OMS

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, criticou a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e afirmou que seu país está reavaliando as contribuições que faz ao organismo. Para ele, a OMS "não cumpriu" a tarefa para a qual foi criada. Para ele, "todas as organizações internacionais que usam dinheiro dos impostos dos norte-americanos" devem atuar "em benefício da América". No entanto, Pompeo disse que "não é a hora" do diretor da organização, Tedros Ghebreyesus, renunciar, mas que no futuro essa questão deve ser debatida.

    China tenta conter os 'portadores silenciosos' do coronavírus

    A China lançou novo pacote de medidas para impedir que pacientes assintomáticos, ou "portadores silenciosos" do novo coronavírus causem uma segunda onda de infeções no país. As novas regras exigem que instituições médicas reportem a detecção de casos assintomáticos em até dois dias. Os pacientes assintomáticos, assim como as pessoas que tiveram contato com eles, devem ser submetidos a quarentena de duas semanas. Nesta quinta-feira (9), a China anunciou 63 novos casos de COVID-19, dos quais 61 são importados. A China já registrou 82.867 casos de COVID-19 desde o início da pandemia.

    Chineses usando máscaras protetoras olham anúncios de vagas de emprego, na província chinesa de Shandong, 8 de abril de 2020
    © REUTERS / China Daily
    Chineses usando máscaras protetoras olham anúncios de vagas em emprego, na província de Shandong, na China, 8 de abril de 2020

    Arábia Saudita irá enviar ajuda humanitária ao Iêmen no combate à COVID-19

    A Arábia Saudita irá fornecer US$ 500 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) em ajuda humanitária ao Iêmen para ajudar o país vizinho a combater a COVID-19, anunciou nesta quinta-feira (9) o vice-ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman al Saud. Anteriormente, a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen anunciou um cessar-fogo unilateral, que deve ter início hoje (9), às 9:00 GMT (6:00 do horário de Brasília). O objetivo do cessar-fogo é criar as condições para um acordo de "cessar-fogo permanente" mediado pela ONU, disse o porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki.

    Rússia atinge marca de 1 milhão de testes de detecção do novo coronavírus

    Nesta quinta-feira (9), a Rússia atingiu a meta de 1 milhão de pessoas testadas para o novo coronavírus em todo o país, informou o Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano (Rospotrebnadzor). "Mais de 1 milhão de testes para o coronavírus foram realizados na Rússia. Cerca de de 171.000 pessoas estão em observação médica", declarou o Serviço. A Rússia registra 10.131 casos confirmados de COVID-19 e 76 vítimas fatais. Leia mais sobre a situação epidemiológica na Rússia.

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    Tags:
    OMS, Iêmen, Arábia Saudita, Nova York, Jair Bolsonaro, COVID-19, Brasil
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