00:00 06 Abril 2020
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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando os assuntos mais relevantes desta quarta-feira (25), marcada pela reação ao pronunciamento de Bolsonaro, pela aprovação de um pacote econômico trilionário nos EUA e pela suspeita de que o número de casos de COVID-19 na Itália seja 10 vezes maior do que sugerem os dados oficiais.

    Pronunciamento de Bolsonaro gera reação negativa

    Durante pronunciamento em rede nacional, o presidente Jair Bolsonaro criticou as autoridades locais por recomendarem distanciamento social e isolamento. Contrariando as orientações da Organização Mundial da Saúde, o presidente classificou a COVID-19 de "gripezinha". Novos panelaços foram registrados nas principais capitais do país. O Ministério da Saúde declarou que não irá se pronunciar sobre o discurso do presidente.

    Mulher bate panela em reação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, 24 de março de 2020
    © REUTERS / Pilar Olivares
    Mulher bate panela em reação ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, 24 de março de 2020

    Brasil registra 2.203 casos e 1ª morte no Amazonas

    O Brasil já confirmou 2.203 casos de COVID-19 e 46 mortes em função do coronavírus. O estado do Amazonas, que tem 47 casos, registrou a primeira morte fora do Sudeste. Um homem de 49 anos faleceu no município de Parintins, segundo a secretaria de saúde do Estado. O Brasil é o país mais afetado pela pandemia de coronavírus na América do Sul e o 19º país mais afetado mundialmente, segundo estimativas da Universidade John Hopkins (EUA).

    Embaixada dos EUA pede retorno dos norte-americanos no Brasil

    No fim da noite desta terça-feira (25), a Embaixada dos EUA no Brasil publicou um aviso, pedindo que os cidadãos norte-americanos que estejam no território brasileiro retornem aos EUA o mais rápido possível, em função da pandemia. O informe fornece uma lista com as opções de voos comerciais disponíveis. Os EUA confirmaram 50.522 casos de COVID-19 e 801 vítimas fatais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a potência norte-americana pode vir a ser o novo epicentro mundial da pandemia.

    Ponte Otávio Frias de Oliveira na capital paulista, vazia em função da quarentena decretada no estado de São Paulo, 24 de março de 2020
    © REUTERS / Leonardo Benassatto
    Ponte Otávio Frias de Oliveira na capital paulista, vazia em função da quarentena decretada no estado de São Paulo, 24 de março de 2020

    EUA fecham acordo sobre pacote de US$ 2 trilhões para combater COVID-19

    Na madrugada desta quarta-feira (25), senadores e membros do governo dos EUA chegaram a acordo para a aprovação de um pacote de estímulo econômico avaliado em US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10 trilhões), que visa minimizar as consequências econômicas da pandemia de COVID-19. O texto do acordo, que gerou polêmica por disponibilizar grandes somas às grandes corporações, deve ser disponibilizado na tarde de hoje.

    Número de casos na Itália pode ser 10 vezes maior do que o oficial

    O número de casos de COVID-19 na Itália, que tem a maior taxa de mortalidade mundial em função da pandemia, é provavelmente 10 vezes superior aos dados oficiais, informou o chefe da agência italiana de coleta de dados, nesta terça-feira (24). Para ele, deve haver 10 casos não reportados por cada caso confirmado. A declaração veio em meio à preocupação global com os casos assintomáticos de coronavírus, que favorecem a propagação da doença.

    China reporta queda no número de casos importados de COVID-19

    Nesta quarta-feira, a China identificou queda no número de casos importados de coronavírus e nenhum caso de transmissão comunitária. Enquanto algumas restrições de viagem a partir da província de Hubei, epicentro da pandemia de COVID-19, para outras localidades na China foram levantadas, aumenta o controle nos aeroportos internacionais e a imposição de quarentena aos passageiros oriundos do exterior.

    Homem usando máscara protetora em terminal de ônibus na cidade de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, 25 de março de 2020
    © REUTERS / Stringer
    Homem usando máscara protetora em terminal de ônibus na cidade de Wuhan, capital da província chinesa de Hubei, 25 de março de 2020

    Daesh reivindica autoria de ataque em Moçambique

    Nesta quarta-feira (25), o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e demais países) reivindicou a autoria dos ataques realizados no norte de Moçambique, nas proximidades de instalações de extração de gás avaliadas em US$ 60 bilhões (cerca de R$ 305 bilhões), pertencentes à empresas como Exxon Mobile e Total. Militantes ocuparam a cidade de Mocímboa da Praia, mas foram repelidos pelo Exército moçambicano na noite desta terça-feira (24), informaram as autoridades em Maputo.

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    Tags:
    Moçambique, China, EUA, COVID-19, Jair Bolsonaro, Brasil
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