13:27 14 Novembro 2018
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    • Membros da Associação de Estudantes Muçulmanos tomam o prédio da embaixada estadunidense em Teerã, em 4 de novembro de 1979
    • Reféns no dia do ataque contra a embaixada estadunidense em Teerã, em 4 de novembro de 1979
    • Manifestantes queimam a bandeira estadunidense no muro da embaixada dos EUA em Teerã na sequência da tomada de reféns em 4 de novembro, em 9 de novembro de 1979
    • Órfãs protestam perto da embaixada dos EUA em Teerã na sequência da tomada de reféns em 4 de novembro, em 27 de novembro de 1979
    • Aiatolá Hussein Ali Montazeri segura um rifle ao afirmar durante um discurso que os reféns não seriam libertados até que o xá Reza Pahlavi fosse entregue ao Irã, em 23 de novembro de 1979
    • Três reféns sequestrados na embaixada dos EUA em 4 de novembro de 1979 são libertados e viajam para o aeroporto, em 19 de novembro do mesmo ano
    • Estudante armado iraniano efetua patrulhamento da embaixada estadunidense em Teerã, onde estão retidos os reféns, em 29 de novembro de 1979
    • Em Washington, em 9 de novembro de 1979 decorre uma manifestação na sequência da tomada de reféns na embaixada estadunidense em Teerã em 4 de novembro do mesmo ano
    • Manifestantes iranianos queimam um boneco do Tio Sam perto da embaixada dos EUA em Teerã na sequência da tomada de reféns em 4 de novembro, em 9 de novembro de 1979
    • 52 reféns libertados da embaixada estadunidense em Teerã chegam no hospital, em 1981
    • Reféns tomados na embaixada estadunidense em Teerã regressam para os EUA, em 27 de janeiro de 1981
    • Refém libertado da embaixada estadunidense em Teerã, Richard Morefield, se encontra com sua mãe em Washington, em 27 de janeiro de 1981
    Membros da Associação de Estudantes Muçulmanos tomam o prédio da embaixada estadunidense em Teerã, em 4 de novembro de 1979.

    Hoje, se completaram 39 anos desde a histórica crise dos reféns americanos no Irã, que aconteceu na sequência da Revolução Islâmica no país e da derrubada do xá Reza Pahlavi.

    A revolução que se deu em fevereiro de 1979 foi uma resposta às políticas pró-americanistas do xá e resultou na sua fuga para o México. Em meio a uma campanha antiamericana muito forte no país, em outubro do mesmo ano o ex-líder iraniano foi liberado para entrar nos EUA, estando gravemente doente.

    O fato causou uma indignação inédita em Teerã, que exigia a entrega do ex-monarca, e a consequente tomada da embaixada estadunidense na capital iraniana por cerca de 400 pessoas que se designavam como membros da Associação de Estudantes Muçulmanos. Os organizadores do ataque tiveram como exigência a extradição do xá e seu futuro julgamento pelo Tribunal Revolucionário. Inicialmente, o número de reféns se somou em 90 pessoas, mas após a libertação de mulheres, negros e não americanos se reduziu para 52.

    Foi só após uma operação militar fracassada por parte dos militares estadunidenses, a invasão pelas tropas iraquianas do país e a morte do xá no exílio que os reféns capturados na embaixada por 444 dias foram entregues às autoridades americanas. Na época, o incidente levou à ruptura completa de relações diplomáticas entre as duas nações, que não foram restauradas até hoje.

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    Tags:
    embaixada, reféns, Pahlavi, Teerã, Irã, EUA
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