00:42 23 Outubro 2021
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    Sebastian Kurz afirma que enfrentará crise política dentro do governo da Áustria. O ex-chanceler decidiu deixar seu cargo após se tornar alvo de investigações por suspeita de corrupção.

    Em uma declaração, informou propor o ministro das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, como seu sucessor. De igual modo, Kurz planeja permanecer líder de seu partido conservador e se assumir como seu líder no parlamento austríaco.

    "O que precisamos agora é de estabilidade. É por isso que quero me afastar para ajudar a resolver este impasse, evitar o caos e garantir a estabilidade", explicou o ex-chanceler.
    Alexander Schallenberg, o ministro de Relações Exteriores da Áustria, agosto de 2020
    © AP Photo / Lisi Niesner
    Alexander Schallenberg, o ministro de Relações Exteriores da Áustria, agosto de 2020

    Na quarta-feira (6), procuradores de justiça investigaram vários locais ligados ao Partido Popular (OeVP, na sigla em alemão), e anunciaram que Sebastian Kurz e outras nove pessoas estavam sob investigação por suspeitas de que o dinheiro do governo estaria sendo usado em um acordo corrupto para garantir uma cobertura positiva do partido na mídia.

    Na sexta-feira (8), o partido de centro-esquerda Verdes iniciou conversações com os três partidos da oposição da Áustria, acabando por exigir a demissão de Kurz. Atualmente, planejam apresentar uma ou mais moções de desconfiança contra o ex-chanceler, em uma sessão especial do parlamento a decorrer na próxima terça-feira (12).

    Por sua vez, o político conservador em causa negou ter praticado qualquer ato ilícito, reiterando neste sábado (9) que as alegações contra ele são "falsas".

    Adicionalmente, ao renunciar seu cargo de chanceler, Kurz poderia conseguir evitar ter que enfrentar a moção de desconfiança parlamentar. O vice-chanceler da Áustria, Werner Kogler, disse que a demissão de Kurz foi a "medida certa".

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    Tags:
    Áustria, chanceler, Sebastian Kurtz, corrupção, renuncia
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