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    Nesta quinta-feira (16), o Parlamento Europeu recomendou endurecer a política da União Europeia (UE) em relação à Rússia.

    O documento teve o apoio de 494 deputados, 103 votaram contra e 72 se abstiveram. O texto foi elaborado pelo ex-premiê da Lituânia, Andrius Kubilius.

    O documento apela para:

    • expandir as sanções;
    • considerar o aumento das capacidades de defesa para "conter" e combater "a interferência nos assuntos dos países vizinhos do sul e leste da UE";
    • desenvolver uma estratégia para minimizar a dependência da UE dos recursos energéticos e entregas de metais da Rússia;
    • preparar-se para não reconhecer os resultados das eleições parlamentares se forem consideradas "desonestas e realizadas em violação dos princípios democráticos".
    • O documento indica ainda que a "a UE deve continuar a apoiar os países da chamada Parceria Oriental, como a Ucrânia ou a Geórgia, e promover as reformas europeias e as liberdades fundamentais na região".
    O texto refere também que "a UE deve estabelecer uma aliança com os Estados Unidos e outros parceiros que partilham da mesma visão a fim de contrabalançar os esforços da Rússia e da China para enfraquecer a democracia no mundo inteiro".

    O relatório tem carácter de recomendação para a Comissão Europeia e o Conselho da União Europeia, não sendo vinculativo.

    Em 2016, as autoridades europeias adotaram cinco princípios que todos os Estados-membros do bloco devem seguir ao interagir com a Rússia. O Conselho Europeu confirmou seu compromisso para com estes princípios na cúpula da UE realizada em junho deste ano.

    Os princípios incluem a implementação completa dos acordos de Minsk sobre a Ucrânia, a melhoria da cooperação com os parceiros orientais da UE, a garantia da segurança energética da UE, o desenvolvimento da colaboração euro-russa nos assuntos internacionais e o apoio à sociedade civil da Rússia.

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    Tags:
    União Europeia, Rússia, Parlamento Europeu, sanções, energia
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