18:18 16 Setembro 2021
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    Os EUA vão fornecer à Ucrânia mais de US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 233,5 milhões) em ajuda humanitária adicional para distribuir por cerca de 3,4 milhões de pessoas necessitadas, declarou o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, nesta quinta-feira (2).

    A nova assistência proporcionará bens alimentares, abrigo, cuidados de saúde essenciais, e deverá facilitar a reunião de membros de famílias separadas no conflito no leste da Ucrânia.

    "Os EUA estão fornecendo mais de US$ 45 milhões em assistência humanitária adicional para o povo da Ucrânia [...] Esta assistência dos EUA permite a nossos parceiros humanitários internacionais apoiar ainda mais muitas das estimadas 3,4 milhões de pessoas necessitadas no país, incluindo os deslocados pelo conflito liderado pela Rússia no leste da Ucrânia", declarou o secretário de Estado norte-americano.

    Considerando este novo pacote de ajuda humanitária, Washington já disponibilizou à Ucrânia mais de US$ 351 milhões (cerca de R$1,8 bilhão) em assistência dessa natureza desde 2014, acrescentou em sua declaração.

    As relações entre a Rússia e a Ucrânia têm se deteriorado esse ano por alguns motivos: a expulsão forçada do ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, do poder; o início de uma operação militar na região ucraniana de língua russa, Donbass e pelo referendo sobre o retorno da Crimeia à Rússia. Moscou, por sua vez, negou várias vezes seu envolvimento no conflito em Donbass.

    Jornalista trabalha em área de conflito no leste da Ucrânia
    © AFP 2021 / SERGEI SUPINSKY
    Jornalista trabalha em área de conflito no leste da Ucrânia

    Tendo tais fatos em consideração, a futura reunião entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, Vladimir Putin e Vladimir Zelensky, respectivamente, precisa ser muito bem planejada, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

    "Qualquer comunicação ao mais alto nível deve estar bem preparada e deve ir ao encontro de certos objetivos [...] Ainda existem problemas significativos relativos a um conjunto de questões que poderia ser discutido. Zelensky insiste em discutir a Crimeia o tempo todo", explicou o porta-voz russo, acrescentando que "não há motivo para uma discussão" sobre essa questão.

    A direção tomada por Kiev é preocupante para Moscou, especialmente quando isso implica uma aproximação a Washington. Nesse aspeto, Peskov advertiu que a Rússia seria forçada a tomar contramedidas para garantir sua segurança nacional, caso a Ucrânia venha, de fato, a aderir à OTAN.

    Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, e presidente dos EUA, Joe Biden, durante o encontro oficial na Casa Branca, Washington, EUA, 1º de setembro de 2021
    © REUTERS / Jonathan Ernst
    Presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, e presidente dos EUA, Joe Biden, durante o encontro oficial na Casa Branca, Washington, EUA, 1º de setembro de 2021

    A adesão da Ucrânia à OTAN representaria uma ameaça potencial para a Rússia, pois a Aliança Atlântica passaria a ficar demasiado próxima das fronteiras russas, explicou o porta-voz do Kremlin, nesta quinta-feira (2).

    "Isso implicará a necessidade de implementar algumas contramedidas com o objetivo de reequilibrar a situação, e garantir a segurança a 100% de nossas fronteiras", rematou Peskov.
    Apoiadores do partido político ucraniano de extrema-direita Natsionalny Korpus (Corpo Nacional), proibido na Rússia, se manifestando contra a corrupção em Kiev, Ucrânia
    © Sputnik / Stringer
    Apoiadores do partido político ucraniano de extrema-direita Natsionalny Korpus (Corpo Nacional), proibido na Rússia, se manifestando contra a corrupção em Kiev, Ucrânia

    Por seu lado, Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, acusou a Ucrânia de não cumprir com os Acordos de Minsk, documento firmado por representantes da Ucrânia, da Rússia, de Donetsk e de Lugansk, para colocar fim à guerra no leste da Ucrânia

    "Nossa posição é absolutamente clara e firme. A Ucrânia viola os Acordos de Minsk, que foram aprovados pelo Conselho de Segurança da ONU. Quanto às acusações de que a Rússia bloqueia [a implementação dos acordos], feitas pelo presidente ucraniano Vladimir] Zelensky nas negociações com seus interlocutores norte-americanos em Washington, bem, ele obviamente os toma [interlocutores] por tolos", declarou o chanceler russo.

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    Tags:
    EUA, Ucrânia, Donbass, Leste da Ucrânia, conflito, Rússia, ajuda humanitária
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