20:57 23 Setembro 2021
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    Os telefones de dois jornalistas franceses foram hackeados com o software de espionagem Pegasus, segundo informou na quinta-feira (29) uma investigação da Agência Nacional de Segurança dos Sistemas de Informação da França (ANSSI, na sigla em inglês).

    Os telefones dos jornalistas Lénaïg Bredoux e Edwy Plenel, do jornal francês Mediapart, foram inspecionados por especialistas em TI da ANSSI, vinculados ao Secretário-Geral de Defesa e à Segurança Nacional da França.

    A inspeção faz parte da investigação oficial iniciada pela promotoria de Paris, se baseando na denúncia de suposta espionagem por parte dos serviços de inteligência marroquinos, apresentada pelos dois jornalistas.

    Foi revelado que seus números de telefone estavam na lista de 50.000 números de políticos, ativistas e jornalistas de todo o mundo que foram alvo de espionagem do programa Pegasus, da empresa israelense NSO Group.

    O comunicado da Mediapart indicou que a inspeção da ANSSI alcançou os mesmos resultados que a análise técnica do Laboratório de Segurança da Anistia Internacional, o qual informou sobre os ataques cibernéticos.

    Os telefones de ambos os jornalistas foram infectados pelo software Pegasus nas mesmas datas, com os mesmos métodos e durante o mesmo período, segundo a Anistia, citada no comunicado.

    Marrocos nega ter usado o software para espiar os jornalistas franceses e o governo marroquino apresentou um caso de difamação contra a Anistia e contra a Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos com sede em Paris. A primeira audiência do caso está programada para outubro deste ano.

    Anteriormente, o governo francês abriu uma investigação sobre o software Pegasus quando foi revelado que os telefones do presidente Emmanuel Macron, do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe e também de pelo menos 14 ministros franceses foram alvos de possível ataque pelos serviços secretos do Marrocos, usando o software de espionagem israelense.

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    Tags:
    França, espionagem, hacker, Emmanuel Macron, investigação, Israel, Marrocos
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