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    Presidente francês foi apontado como uma das vítimas do spyware de espionagem de empresa israelense. Na quarta-feira (21), Macron ordenou o início de uma apuração completa sobre o caso.

    Nesta semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, ligou pessoalmente para o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, para se certificar de que Tel Aviv estava cuidando das alegações envolvendo spyware desenvolvido pela empresa israelense NSO Group, segundo o The Times of Israel.

    Segundo a mídia, Macron pediu a Bennett para garantir que o problema estava sendo levado a sério e investigado, e expressou preocupação com o fato de o Marrocos estar supostamente entre os governos que usaram o spyware Pegasus.

    Entretanto, Bennett deixou claro que os eventos ocorreram antes de ele tomar posse em maio, mas que as conclusões necessárias sobre o assunto serão alcançadas.

    Evidências de uma tentativa de hacking foram encontradas no dispositivo do ex-ministro do Meio Ambiente e aliado próximo de Macron, François de Rugy, com a tentativa supostamente originada no Marrocos.

    O Marrocos negou as acusações, dizendo que "nunca adquiriu software de computador para se infiltrar em dispositivos de comunicação".

    Na quarta-feira (21), o presidente francês deu ordem para realizar uma série de investigações após relatos de mídias sobre possível vigilância de seu celular.

    No dia anterior (20), o jornal francês Le Monde informou que os números telefônicos de Macron em 2019, do ex-primeiro-ministro Édouard Philippe e de mais 14 ministros do país também poderiam estar entre os vigiados pelos serviços secretos do Marrocos por meio do programa Pegasus.

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    Tags:
    França, Emmanuel Macron, Pegasus, spyware
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