12:15 05 Agosto 2021
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    COVID-19 no mundo em meados de junho de 2021 (15)
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    Na segunda-feira (7), o premiê britânico, Boris Johnson, anunciou que o levantamento de "todas as restrições legais" relacionadas com a COVID-19, planejadas para 21 de junho, será adiado para o próximo mês.

    Tal decisão se deve ao fato dos casos de infecção pela variante da COVID-19 descoberta na Índia terem aumentado exponencialmente desde o início de maio, apresentando atualmente uma média de cinco mil novos casos por dia, reporta o The Telegraph.

    Os casos de infecção pela variante indiana começaram a ser notados nos grupos mais jovens, mas depressa se alastraram para outras faixas etárias e sociais.

    Porém, a situação parece não ficar por aí, uma vez que das 42 pessoas que morreram devido à variante, 12 (quase 30%) já estavam completamente vacinadas, aponta a mídia britânica.

    A epidemiologista Meaghan Kall, no entanto, sublinha que as causas da morte dos 12 pacientes mencionados ainda terão de ser devidamente apuradas.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recebe a primeira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19 em Londres
    © REUTERS / Frank Augstein / Pool
    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, recebe a 1ª dose da vacina de Oxford/AstraZeneca

    Segundo Kall, após a inoculação da primeira dose do medicamento, sua eficácia é de 33%, subindo para 81% quando os pacientes recebem a segunda dose.

    A Agência de Saúde Pública do Reino Unido ainda está coletando informações sobre a eficácia da vacina da AstraZeneca no país (70% das injeções a nível nacional) contra a mutação descoberta na Índia do novo coronavírus.

    Apesar de ainda ser especulação, é provável que sejam as pessoas mais velhas ou mais frágeis a não resistirem a esta variante, uma vez que sua imunidade foi diminuindo desde que receberam as vacinas.

    Adicionalmente, um estudo do jornal de medicina Lancet, publicado na semana passada, revelou que a política governamental em aumentar o período de tempo entre a inoculação das doses do imunizante da Pfizer além da recomendação de três semanas pelo fabricante, faz com que a imunidade dos pacientes que a recebam diminua mais rápido do que aconteceria de outro jeito.

    Tema:
    COVID-19 no mundo em meados de junho de 2021 (15)

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    Tags:
    Reino Unido, vacinação, imunidade, estudo, mutação, COVID-19
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