11:39 18 Junho 2021
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    Josep Borrell, diplomata da União Europeia (UE), exigiu uma investigação que clarificasse a razão de um voo que partiu de Atenas, Grécia, para Vilnius, Lituânia, ter sido obrigado a aterrissar em Minsk, Belarus.

    Josep Borrell, alto representante da União Europeia (UE) para as Relações Exteriores e Política de Segurança, pediu na segunda-feira (24) uma investigação internacional sobre o pouso forçado de um avião da companhia aérea Ryanair em Minsk, Belarus.

    "Ao realizar este ato coercitivo, as autoridades bielorrussas colocaram em risco a segurança dos passageiros e da tripulação", afirmou.

    Ele também observou que o bloco europeu consideraria a possibilidade de tomar medidas contra os responsáveis.

    "Deve ser realizada uma investigação internacional sobre este incidente para averiguar qualquer violação das regras da aviação internacional. Esta situação será levantada na próxima reunião do Conselho Europeu. A UE considerará as consequências desta ação, incluindo a tomada de medidas contra os responsáveis", disse o diplomata, citado em um comunicado de imprensa do Conselho da União Europeia.

    A empresa de aviação letã AirBaltic decidiu parar de voar sobre a Belarus após o incidente.

    O voo da Ryanair, que havia partido de Atenas, Grécia, seguia inicialmente para Vilnius, capital da Lituânia. Quando se encontrava no espaço aéreo bielorrusso, a Força Aérea da Belarus obrigou o avião a fazer um pouso de emergência em Minsk, alegando a presença de uma bomba a bordo, o que não se verificou.

    Entretanto, não é a primeira vez que algo assim acontece. Em 2013, o avião com o então presidente da Bolívia Evo Morales foi obrigado a aterrissar no aeroporto de Viena, por suspeita de presença do ex-agente da CIA Edward Snowden a bordo. O avião seguia de Moscou rumo à Bolívia, quando França, Portugal, Itália e Espanha fecharam seu espaço aéreo para avião. Depois de todos os passageiros terem passado pelo controle de passaporte no aeroporto de Viena, revelou-se que Snowden não estava a bordo.

    A Belarus está sob os holofotes internacionais desde agosto do ano passado, após a vitória de Aleksandr Lukashenko nas eleições presidenciais. O triunfo eleitoral gerou uma onda de protestos internos e críticas de países da UE, que questionam a legitimidade da votação. O bloco europeu decidiu então impor sanções contra Minsk.

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    Tags:
    Josep Borrell, União Europeia, UE, Conselho Europeu, Vilnius, Atenas, Ryanair, Grécia, Lituânia, Belarus
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