16:32 30 Julho 2021
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    A República Francesa deseja revitalizar Aliança Atlântica, que, para o presidente francês Emmanuel Macron, necessita de clarificação política sobre suas prioridades.

    Diante dos novos desafios de segurança ocorrendo pelo mundo afora, o presidente francês falou sobre a importância da prontidão da aliança para os enfrentar de maneira eficaz.

    "Queremos revitalizar a aliança [OTAN] e, para isso, precisamos de clarificação, coesão e responsabilidade. Em primeiro lugar, a [futura] reunião [da OTAN] deverá oferecer clarificação política sobre o papel e as prioridades estratégicas da aliança", afirmou Macron em uma coletiva de imprensa em Paris, realizada com Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN.

    O presidente francês sublinhou a importância de os Estados-membros serem "esclarecidos sobre os valores, os princípios, e as regras que sustentam nossa aliança".

    De igual modo, Macron demonstrou estar otimista com a extensão por mais cinco anos do Novo START – também conhecido como Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, que limita cada nação envolvida a possuir 700 mísseis, 1.550 ogivas e 800 lançadores.

    Contudo, "em um mundo que está se rearmando a toda velocidade, precisamos de uma nova estrutura apropriada. Os europeus devem participar plenamente nesta questão, pois somos os mais expostos", comentou o presidente da República Francesa.

    "Precisamos reconstruir estabilidade estratégica na Europa ante desintegração da arquitetura de segurança em vigor após a Guerra Fria, particularmente em termos de controle de armas", indicou Macron.

    Soldados da França integrando tropas da OTAN
    © AP Photo / Mindaugas Kulbis
    Soldados da França integrando tropas da OTAN

    Em 2019, ainda durante a presidência norte-americana de Donald Trump, Emmanuel Macron afirmou que a OTAN estava sofrendo "morte cerebral", um comentário mal recebido por Stoltenberg. Contudo, com a tomada de posse da administração democrata de Joe Biden, o presidente francês recuou, demonstrando agora esperança em um futuro melhor e mais frutuoso na Aliança Atlântica, assim como vários outros membros.

    O próprio Biden, por sua vez, também garantiu que, ao contrário do seu predecessor republicano, se comprometeria em fortalecer as relações de Washington com seus aliados europeus, afirmando que "os Estados Unidos da América estão de volta".

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    Tags:
    Defesa, cooperação, aliança, OTAN, EUA, Europa, França
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