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    Os EUA e a UE disseram nesta segunda-feira (17) que podem fazer parceria para "responsabilizar países como a China, que apoiam políticas que distorcem o comércio".

    Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) emitiram uma declaração conjunta nesta segunda-feira (17), dizendo que eles podem se associar para "responsabilizar países como a China, que apoiam políticas que distorcem o comércio". O texto foi feito pela representante de Comércio dos Estados Unidos, Katherine Tai, pela secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, e pelo vice-presidente-executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis.

    Quando os dois lados começaram as discussões sobre como lidar com o excesso de capacidade global em aço e alumínio, a UE concordou em uma trégua parcial com os EUA em uma disputa sobre as tarifas de metais americanas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

    A comissão disse que suspenderia um aumento proposto em suas tarifas retaliatórias que acrescentariam uma série de produtos, de batom a calçados esportivos, e dobraria para 50% as taxas sobre o uísque bourbon americano, motocicletas e barcos a motor.

    Em uma declaração conjunta, Bruxelas e Washington disseram que, como aliados e por compartilharem interesses de segurança nacional semelhantes aos das economias democráticas de mercado, podem se associar para responsabilizar países como a China que apoiam políticas que distorcem o comércio, de acordo com reportagem do jornal South China Morning Post.

    Hoje, a embaixadora Tai, o vice-presidente-executivo Dombrovskis e eu anunciamos o início das discussões para tratar do excesso de capacidade global de aço e alumínio. Todos concordamos com a necessidade de soluções eficazes que preservem nossas indústrias críticas.

    Declaração conjunta

    As discussões teriam como objetivo encontrar soluções, como medidas comerciais adequadas, até o final do ano. Os Estados Unidos manterão suas tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, que também se aplicam às importações de China, Índia, Rússia, Turquia, Noruega e Suíça.

    Produção da folha de aço (foto referencial)
    Produção da folha de aço (foto referencial)

    Para garantir um ambiente mais construtivo para esses esforços conjuntos, eles concordaram em evitar mudanças nessas questões que afetam negativamente o comércio bilateral.

    O governo Trump citou motivos de segurança nacional dos EUA em junho de 2018 como base para suas tarifas de metais – medidas pelas quais siderúrgicas como Thyssenkrupp e Voestalpine disseram ter sido afetadas.

    A UE negou que suas exportações representassem qualquer ameaça à segurança e respondeu colocando suas próprias tarifas sobre € 2,8 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões) de produtos americanos, incluindo motocicletas, uísque e suco de laranja.

    "Eles concordaram em entrar em discussões sobre a resolução mútua de preocupações nesta área que aborda o excesso de capacidade de aço e alumínio e a implantação de soluções eficazes, incluindo medidas comerciais adequadas, para preservar nossas indústrias críticas", acrescentou o comunicado conjunto.

    Também na segunda-feira (17), a China anunciou que estenderia as isenções tarifárias para 79 produtos importados dos EUA que deveriam expirar em 18 de maio, confirmou seu Ministério das Finanças. Os produtos incluem minério de terras raras, minério de ouro e minério de prata e concentrado. As isenções serão estendidas até 25 de dezembro, acrescentou o ministério chinês.

    Os produtos originalmente receberam isenções de tarifas retaliatórias que a China impôs aos produtos dos EUA como contramedidas às ações da Seção 301 dos EUA. A China já havia concedido isenções durante rodadas de tarifas entre UE e EUA.

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    Tags:
    China, União Europeia, EUA, UE, exportações, alumínio, aço
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