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    Washington expressou seu apoio em fazer com que Kiev, como um dos "aspirantes", cumpra "os compromissos e obrigações" necessários para que a Ucrânia se torne parte da Aliança Atlântica.

    Philip Reeker, secretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos Europeus e Eurasiáticos, referiu o interesse da administração do presidente Joe Biden em integrar Kiev na Aliança Atlântica.

    "Acho que vocês estão muito conscientes de que a administração Biden continua empenhada em garantir que a porta da OTAN permaneça aberta aos aspirantes quando eles estiverem prontos e capazes de cumprir os compromissos e obrigações", disse aos repórteres na sexta-feira (30) Philip Reeker, secretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos Europeus e Eurasiáticos.

    "Estamos certamente empenhados em assegurar que um país como a Ucrânia possa trabalhar para atender a essas normas."

    Em poucos dias a Ucrânia deverá ser visitada por Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, poucas semanas depois de este se encontrar com Dmitry Kuleba, ministro das Relações Exteriores do país, em Bruxelas, Bélgica. Após essa reunião, Kuleba disse que os EUA "apoiam firmemente a soberania e a integridade territorial da Ucrânia", acrescentando que ele e Blinken haviam "concordado em elevar o nível de ambição e começar um novo dia em nossas relações".

    Em junho de 2020, a OTAN reconheceu a Ucrânia como "parceiro de maiores oportunidades", uma mudança que a aliança disse que "visa manter e aprofundar a cooperação entre aliados e parceiros que fizeram contribuições significativas para operações e missões lideradas pela OTAN".

    No entanto, de acordo com a OTAN, os termos para aderir à aliança incluem "um sistema político democrático funcional baseado em uma economia de mercado; um tratamento justo das populações minoritárias; um compromisso para resolver conflitos pacificamente; uma capacidade e vontade de fazer uma contribuição militar para as operações da OTAN; e um compromisso com as relações civis-militares e instituições democráticas".

    Governo nacionalista ganha apoio dos EUA

    As tensões entre a Ucrânia e a Rússia têm sido altas desde fevereiro de 2014, quando um golpe de Estado apoiado pelos EUA forçou o então recém-eleito presidente ucraniano Viktor Yanukovych a abandonar o poder e deu início a um governo nacionalista de direita hostil à grande minoria russófona do país.

    O incidente levou a Crimeia, maioritariamente russófona, a se separar da Ucrânia e votar em um referendo para se reintegrar na Rússia, um passo criticado e não reconhecido por países ocidentais.

    Ao mesmo tempo, várias cidades de maioria russa no leste da Ucrânia se revoltaram contra Kiev, em uma guerra que já custou mais de 13.000 vidas. Kiev e Washington afirmam que a Rússia está armando os rebeldes, mas Moscou tem negado constantemente ser parte do conflito. Os EUA têm aumentado gradualmente as relações com a Ucrânia desde 2014, oferecendo apoio militar e diplomático.

    Desde o fim da União Soviética e do Pacto de Varsóvia, formado em 1955 em resposta à OTAN, a Aliança Atlântica tem absorvido membros do ex-bloco socialista e até das ex-repúblicas soviéticas, apesar de uma promessa verbal dada em 1991 pelo então secretário de Estado norte-americano James Baker ao presidente soviético Mikhail Gorbachev que o bloco ocidental não avançaria mais para leste.

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    Tags:
    Ucrânia, Rússia, EUA, OTAN, Antony Blinken, Dmytro Kuleba, Bruxelas, Bélgica
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