20:45 17 Maio 2021
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    O presidente francês, Emmanuel Macron, considera que sanções contra a Rússia não são suficientes e que as relações entre os dois países precisam também de diálogo.

    A declaração foi feita neste sábado (17) durante entrevista para a emissora CBS.

    "Eu acho que as sanções não são suficientes por si mesmas, mas as sanções são parte do pacote. Eu prefiro um diálogo construtivo, mas para ter um diálogo construtivo e eficiente, você precisa de credibilidade", disse Macron.

    O presidente francês disse que embora compartilhe "totalmente" do desejo do presidente dos EUA, Joe Biden, de um diálogo aberto com a Rússia, acredita que é preciso "definir limites com a Rússia" para que se tenha credibilidade. Macron disse que "uma abordagem baseada em dois pilares" é necessária nas relações com Moscou.

    "Se queremos estabilizar muitas das crises existentes no mundo, hoje, precisamos de um diálogo aberto e franco com a Rússia", afirmou Macron.

    O presidente francês disse ainda que sanções são, no entanto, necessárias "após um comportamento inaceitável" e quando não há alinhamento.

    Presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o presidente francês, Emmanuel Macron, em 19 de agosto de 2019.
    © Sputnik / Sergei Guneev
    Presidente russo, Vladimir Putin, se reúne com o presidente francês, Emmanuel Macron

    Nesta quinta-feira (15), os EUA impuseram novas sanções a 32 entidades e indivíduos russos por uma suposta interferência nas eleições presidenciais norte-americanas de 2020 e por supostos ataques hackers contra redes de suprimentos de software dos EUA. Além disso, Washington expulsou dez diplomatas russos do país.

    No dia seguinte (16), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou as novas sanções dos EUA como contrárias aos interesses das duas nações. O chanceler russo, Sergei Lavrov, anunciou uma resposta "na mesma moeda": dez diplomatas norte-americanos foram convidados a se retirar do território russo.

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    Tags:
    Joe Biden, Estados Unidos, sanções, Vladimir Putin, Rússia, França, Emmanuel Macron
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