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    Coronavírus no mundo no início de abril de 2021 (58)
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    Durante várias semanas, surgiram suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais graves, mas raros, ligados à administração da vacina Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19.

    Um funcionário da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) confirmou a existência de um "vínculo" entre a vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, Reino Unido, em parceria com o laboratório AstraZeneca e os casos de trombose observados após a sua administração, em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero publicada esta terça-feira (6).

    "Agora podemos dizer, é claro que há uma ligação com a vacina [da Oxford/AstraZeneca]", afirmou Marco Cavaleri, chefe de estratégia de vacinas do EMA, citado pela agência AFP. Cavaleri acrescentou que ainda não se sabe exatamente o que causa essa reação: "Ainda temos que entender como isso acontece".

    Durante várias semanas, surgiram suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais graves, mas raros, de casos de trombose atípica em pessoas vacinadas com o inoculante da Oxford/AstraZeneca.

    Já foram identificados dezenas de casos, vários dos quais resultaram em mortes. No Reino Unido, houve 30 casos e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 de março.

    Homem recebe injeção com dose da vacina AstraZeneca coronavírus, em centro de vacinação da mesquita Baitul Futuh, em meio ao surto da doença coronavírus, em Londres, Grã-Bretanha, 28 de março de 2021
    © REUTERS / HENRY NICHOLLS
    Homem recebe injeção com dose da vacina AstraZeneca coronavírus, em centro de vacinação da mesquita Baitul Futuh, em meio ao surto da doença coronavírus, em Londres, Grã-Bretanha, 28 de março de 2021

    Em 18 de março, a diretor da EMA, Emer Cooke, havia afirmado que, de acordo com uma "conclusão científica clara", a vacina da Oxford/AstraZeneca é "segura e eficaz" contra a COVID-19 e que "o comitê também concluiu que a vacina não está associada a um aumento no risco geral de eventos tromboembólicos ou coágulos sanguíneos".

    Por precaução, vários países decidiram deixar de administrar a vacina abaixo de certa idade, como França, Alemanha e Canadá. A Noruega e a Dinamarca suspenderam totalmente o uso desse inoculante por enquanto.

    Por sua vez, a farmacêutica AstraZeneca garantiu em março que não havia "indícios de risco agravado", e assegurou no sábado (3) que a "segurança do paciente" era sua "principal prioridade".

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    COVID-19, novo coronavírus, pandemia, vacina, vacina, vacinação, Agência Europeia de Medicamentos
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