22:07 16 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    Coronavírus no mundo no início de abril de 2021 (58)
    360
    Nos siga no

    A Lei para o Clima e Resiliência, enviada nesta semana pelo governo da França para apreciação do Parlamento, é apontada por cientistas e entidades como insuficiente para colocar o país rumo à transição ecológica.

    Em meio aos problemas da COVID-19 na França, que precisou entrar novo lockdown nesta semana, o presidente Emmanuel Macron enfrenta forte oposição de ambientalistas e ecologistas em função dos problemas com a sua Lei sobre o Clima.

    Instituições independentes e do próprio governo analisaram os 69 artigos do projeto e concluíram que as propostas não serão suficientes para a França cortar 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Os especialistas acham improvável que o país atinja a neutralidade carbono em 2050, como se comprometeu.

    O governo de Emmanuel Macron país conseguiu reduzir em 1% ao ano as emissões de carbono, mas deveria triplicar o índice para conseguir cumprir as promessas, escreve a Rádio França Internacional.

    A Lei do Clima foi um projeto que nasceu do governo de Macron com grandes ambições. Ela direcionaria o país para uma economia sustentável em torno de cinco eixos: transportes, alimentação, consumo, produção e trabalho. O governo francês alega que o texto final inclui medidas eficazes e aceitáveis no contexto atual.

    Porém, os ambientalistas indicam que, em meio a uma crise causada pelo coronavírus, Macron cedeu às pressões que sustentam a indústria francesa, como a automobilística, aeronáutica e alimentícia. Entre estas, o temor é de que a nova lei possa afetar a recuperação econômica francesa pós-pandemia.

    A Lei do Clima na França

    Importante lembrar que a Lei do Clima, que era para ser um movimento histórico dentro da Europa, se tornou uma armadilha para o governo francês. No início do mandato, Macron organizou um plenário inédito de discussão sobre o assunto, a Convenção Cidadã sobre o Clima.

    Foram sorteados 150 cidadãos no país inteiro para participar e elaborar propostas da nova lei ambiental, em vigor pelos próximos dez anos. O problema é que a maioria das 149 recomendações foram consideradas ambiciosas demais pelo governo.

    O projeto de lei atual contempla quase a metade das sugestões. Porém, de alguma forma, parte substancial do projeto idealizado pela sociedade civil foi subtraído. Foram banidas, por exemplo, as ideias de regulação da publicidade dos poluentes e incentivos para a mobilidade sustentável.

    O presidente da França, Emmanuel Macron (à esquerda) e o líder indígena Kayapó, Raoni Metuktire, durante encontro no Palácio do Eliseu, em 16 de maio de 2019.
    © AP Photo / SIPA / Pool
    O presidente da França, Emmanuel Macron (à esquerda) e o líder indígena Kayapó, Raoni Metuktire, durante encontro no Palácio do Eliseu, em 16 de maio de 2019.

    Tema:
    Coronavírus no mundo no início de abril de 2021 (58)

    Mais:

    Perda de 'princípios fundadores': Macron critica mídia dos EUA por culpar Paris por atos terroristas
    Macron: Europa precisa de sua própria soberania em defesa, mesmo com novo governo nos EUA
    Macron vai propor reforma do espaço Schengen após fortalecer fronteiras francesas
    Tags:
    COVID-19, França, clima, Amazônia, Emmanuel Macron, meio ambiente, ecologia, poluição, emissão de gases, gases de efeito estufa
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar