20:34 25 Julho 2021
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    A Sérvia nunca entrará na Aliança Atlântica, cujos bombardeios em 1999 deixaram milhares de vítimas e causaram danos infraestruturais e econômicos no país no valor total de dezenas de bilhões de dólares, anunciou o ministro de Inovações e Desenvolvimento Tecnológico, Nenad Popovic.

    "Milhares de cidadãos mortos, hospitais, escolas, fábricas e pontes destruídas são rastros vergonhosos da agressão da OTAN contra a Sérvia. As bombas lançadas com urânio empobrecido deixaram uma influência duradoura na saúde de nosso povo, enquanto nossa economia está ainda se recuperando dos danos materiais causados", afirmou o membro do governo sérvio na véspera do aniversário do início dos bombardeios.

    "A única culpa da Sérvia para essa violenta aliança militar é que ela defendia sua liberdade e o direito de realizar uma política soberana e independente e que se negou a dar uma parte de seu território, seu Kosovo, aos separatistas e assassinos albaneses", continuou o ministro.

    De acordo com ele, as verdadeiras intenções da agressão se tornaram visíveis logo depois do fim dos bombardeios.

    "O país amante de liberdade e o povo livre deviam ter sido destruídos economicamente, quebrados moralmente e – assim submetidos – ter sido conquistados. Queriam enviar um sinal a todas as outras nações que protegem e amam a liberdade que não há outra força no planeta além de sua força militar", apontou o político sérvio.

    Segundo ele, a OTAN planejou virar o mais importante fator militar e político em Kosovo e Metohija, "o qual se tornaria um país sob seu controle e gestão". Porém, o objetivo principal dos bombardeios, isto é, a renúncia pela Sérvia de sua política independente e do Kosovo, não foi atingido.

    "Nós nunca esqueceremos os 78 dias de bombardeios, as crianças mortas e o país destruído", resumiu o ministro, adicionando que a Sérvia "nunca entrará na OTAN".

    Em 1999, o confronto armado entre os albaneses do Exército de Libertação do Kosovo e o Exército e Polícia da Sérvia levou ao bombardeio da República Federal da Iugoslávia (que, naquela época englobava a Sérvia e Montenegro) pela OTAN. Os ataques aéreos foram perpetrados de 24 de março de 1999 a 10 de junho de 1999.

    A operação militar foi executada sem aprovação do Conselho da Segurança da ONU e se baseou em alegações dos países europeus de que as autoridades da Iugoslávia estariam exercendo limpezas étnicas no Kosovo, provocando uma crise humanitária.

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    Tags:
    bombardeios, ministro, Sérvia, OTAN
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