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    A Europa e a América do Norte devem trabalhar em conjunto para enfrentar efetivamente os antigos e emergentes desafios globais, incluindo a ascensão da China, ataques cibernéticos e tecnologias disruptivas, afirmou o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, nesta quinta-feira (4).

    O chefe da OTAN deu a declaração durante um discurso para alunos do Colégio da Europa, em Bruges, na Bélgica.

    "Hoje, a OTAN tem 30 aliados fortes. E mantém quase um bilhão de pessoas seguras. Mas nossa aliança continua a mudar à medida que o mundo ao nosso redor se transforma. E devemos continuar a nos adaptar, enquanto enfrentamos desafios, antigos e novos", disse Stoltenberg.

    Embora a China não seja um "adversário", a União Europeia e a América do Norte devem ter cautela com os avanços da potência não aliada, que tem o segundo maior gasto militar do mundo, afirmou o chefe da OTAN.

    Veículos militares durante o desfile militar marcando o 70º aniversário da fundação da República Popular da China, em Pequim
    © AP Photo / Ng Han Guan
    Veículos militares durante o desfile militar marcando o 70º aniversário da fundação da República Popular da China, em Pequim
    "A China não é nosso adversário. Mas tem o segundo maior orçamento militar do mundo e não compartilha de nossos valores. A ascensão da China e todos esses desafios globais tornam ainda mais importante para a Europa e a América do Norte que trabalhem em conjunto", enfatizou.

    Em 19 de fevereiro deste ano, Stoltenberg pediu atualizações do Conceito Estratégico da OTAN, definido pela última vez em 2010, durante a Conferência de Segurança de Munique. O secretário-geral observou que a contenção da China é uma questão crucial para o bloco.

    O Ministério das Relações Exteriores da China criticou a proposta, classificando-a como "pensamento da Guerra Fria" e reafirmou o compromisso de Pequim com o desenvolvimento pacífico.

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    Tags:
    OTAN, China, Jens Stoltenberg, Europa, América do Norte, União Europeia
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