04:32 11 Maio 2021
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    A União Europeia (UE) prorrogou nesta quinta-feira (25) por mais um ano, até 28 de fevereiro de 2022, as sanções impostas contra funcionários do alto escalão do governo da Bielorrússia.

    De acordo com um comunicado publicado pelo Conselho da UE, o órgão "decidiu prorrogar nesta quinta-feira [25], até 28 de fevereiro de 2022, as medidas restritivas contra altos funcionários da Bielorrússia pela repressão e intimidação de manifestantes pacíficos, membros da oposição e jornalistas, e também os envolvidos em fraude eleitoral".

    Desde outubro de 2020, a UE já impôs três pacotes de sanções contra as autoridades bielorrussas.

    As 88 pessoas, incluindo o presidente do país, Aleksandr Lukashenko, que atualmente está na lista negra do bloco, enfrentam a proibição de entrada no território da UE e o congelamento de ativos sob jurisdição do bloco, medida esta que também se aplica contra sete entidades bielorrussas.

    ​Bielorrússia:Conselho da UE prolonga até 28 de fevereiro de 2022 as sanções contra indivíduos e entidades responsáveis pela repressão violenta. Leia o nosso comunicado.

    A Bielorrússia é palco de protestos desde 9 de agosto de 2020 por causa dos resultados das eleições presidenciais que concederam o sexto mandato a Lukashenko, que permanece no poder desde 1994.

    De acordo com a votação oficial, Lukashenko obteve 80,1% dos votos, seguido pela opositora Svetlana Tikhanovskaya, com 10,12% de apoio. Os outros três candidatos da oposição juntos reuniram pouco mais de 4%.

    O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, fala durante a 6ª Assembleia Popular do país
    O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, fala durante a 6ª Assembleia Popular do país

    A oposição bielorrussa não reconheceu os resultados e exige uma nova eleição, uma opção que Lukashenko descartou em termos fortes.

    Vários países, incluindo os Estados Unidos, membros da União Europeia, Reino Unido e Ucrânia, também não reconhecem a reeleição de Lukashenko como legítima.

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    Tags:
    União Europeia, sanções, Aleksandr Lukashenko, Bielorrússia
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