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    O chefe do serviço de inteligência britânico, Richard Moore, pediu desculpas nesta sexta-feira (19) pela discriminação oficial contra gays praticada pelas agências de espionagem. 

    O homossexualismo foi considerado crime no Reino Unido até 1967. No entanto, após esse período, o serviço secreto britânico proibiu que pessoas abertamente gays fossem contratadas até 1991. Segundo o entendimento até então, indivíduos gays seriam mais suscetíveis a chantagem.

    O chefe do serviço secreto de inteligência britânico, conhecido como MI6, disse que, até essa data, "ser abertamente LGBT no MI6 faria com que você perdesse o emprego ou simplesmente não conseguisse ser contratado".

    "Pessoas comprometidas, talentosas e de espírito público tiveram suas carreiras e vidas arruinadas porque se argumentou que ser LGBT era incompatível com ser um profissional de inteligência", afirmou Moore, segundo publicado pela agência Reuters. "Isso foi errado, injusto e discriminatório", complementou. 

    'Ainda temos muito a fazer'

    Moore se desculpou em nome de todo o serviço secreto, expressando seu "arrependimento" a todos aqueles que tiveram as vidas afetadas. O chefe do MI6 disse ainda que, mesmo após 1991, funcionários que revelaram ser gays sofreram discriminação

    "Ainda temos muito a fazer para nos tornarmos um empregador totalmente inclusivo, e meu objetivo para o MI6 é torná-lo um local de trabalho onde você sempre possa trazer seu verdadeiro eu para o trabalho", ponderou Moore. 

    O pedido de desculpas acontece um dia após o Ministério da Defesa britânico anunciar que permitiria ex-militares expulsos por sua sexualidade receberem as medalhas a que tinham direito. 

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    Tags:
    discriminação, LGBT, gays, Reino Unido, Serviço Secreto, espionagem, MI6
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