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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    Os pedidos de asilo na União Europeia (UE) recuaram 31% em 2020. Entretanto, alguns países registraram um aumento no número solicitações. Entre esses, Cuba aparece com 8%, e o Brasil, com 5%.

    Agência Europeia de Apoio ao Asilo (EASO, na sigla em inglês) divulgou dados importantes nesta quinta-feira (18) sobre o processo de imigração para o velho continente.

    Segundo a entidade, os pedidos de asilo na União Europeia (UE) recuaram 31% em 2020. A agência cita como razão para esta queda as restrições adotadas pela pandemia da COVID-19, escreve a Rádio França Internacional.

    Polícia francesa dispersa imigrantes ilegais
    © AFP 2021 / Philippe Huguen
    Polícia francesa dispersa imigrantes ilegais

    Entre os poucos países que registraram maior número de solicitações, duas nações da América Latina se destacam: Cuba (8%), e Brasil (5%).

    O nível de pedidos de asilo registrado na UE em 2020 foi o mais baixo desde 2013. No total, no ano passado, houve 461.000 solicitações, contra 671.200 em 2019. O levantamento abrangeu os 27 países do bloco europeu, incluindo Suíça e Noruega.

    Em uma nota, a entidade destacou que a "queda considerável" é reflexo do "impacto das medidas emergenciais tomadas devido à pandemia da COVID-19", começando pela restrição de circulação de pessoas.

    No caso do Brasil, que registrou alta de 5% (125 solicitações) em 2020, a agência destaca que haviam 1.580 casos pendentes no acumulado de dois anos, entre dezembro de 2018 e dezembro passado.

    Migrantes e refugiados resgatados pela ONG Proactiva Open Arms da Espanha, depois à deriva em um bote de borracha no Mar Mediterrâneo, a cerca de 29 quilômetros ao norte de Sabratha, Líbia.
    © AP Photo / Emilio Morenatti
    Migrantes e refugiados resgatados pela ONG Proactiva Open Arms da Espanha, depois à deriva em um bote de borracha no Mar Mediterrâneo, a cerca de 29 quilômetros ao norte de Sabratha, Líbia.

    As crises imigratórias no Oriente Médio

    Em função dos conflitos na região do Oriente Médio, os cidadãos sírios aparecem em primeiro lugar na lista de pedidos de asilo. São 64.540 pedidos, número que teve uma redução de 9% com relação ao ano passado.

    Em seguida aparecem os afegãos, que fizeram 48.578 pedidos, 16% a menos do que em 2019. Em terceiro lugar estão os cidadãos venezuelanos, cujas solicitações caíram 32% no ano passado, situando-se em 30.643.

    Segundo Agência Europeia de Apoio ao Asilo, a queda acentuada do número de demandas permitiu aos países reduzir o número de casos acumulados à espera de decisão, embora o percentual de aceitação tenha se mantido estável de um ano para o outro, com 32% de respostas positivas.

    Há, neste quesito, algumas discrepâncias. Enquanto 84% dos pedidos sírios e 80% dos eritreus receberam uma resposta favorável, apenas 2% dos requerimentos colombianos e 3% dos venezuelanos foram aceitos, segundo a entidade.

    Polícia enfrenta imigrantes afegãos em Atenas após estes terem bloqueado a entrada do campo de refugiados Hellenikon devido à visita do ministro de Migração Yannis Mouzalas.
    © AP Photo / Thanassis Stavrakis
    Polícia enfrenta imigrantes afegãos em Atenas após estes terem bloqueado a entrada do campo de refugiados Hellenikon devido à visita do ministro de Migração Yannis Mouzalas.

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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    COVID-19, Oriente Médio, Síria, imigração ilegal, imigração, asilo político, asilo, Brasil, União Europeia
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