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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    Pesquisa publicada na segunda-feira (15) no Journal of Studies on Alcohol and Drugs sustenta que protocolos contra a COVID-19 adotados por bares e restaurantes são insuficientes.

    De acordo com a mais recente pesquisa do Journal of Studies on Alcohol and Drugs, apesar das orientações e esforços por parte dos proprietários de bares para implementar medidas de segurança, clientes e funcionários não estão cumprindo as determinações mais simples para prevenir a propagação da COVID-19.

    Após lockdown no Reino Unido, os bares na Escócia foram autorizados a reabrir em julho sob novas diretrizes, incluindo separar a clientela por pelo menos um metro de distância. Outra exigência era que os funcionários deveriam usar máscaras e coberturas no rosto.

    Acompanhada de outros pesquisadores, Niamh Fitzgerald, professora da Universidade de Stirling, na Escócia, e autora da publicação, visitou 29 bares para observar como essas medidas de segurança funcionavam na prática.

    A equipe descobriu que os funcionários não usavam coberturas faciais de maneira consistente, alguns baixando as máscaras para falar com os clientes.

    Mensagem de informação sobre saúde pública em meio à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), Londres, Reino Unido, 1º de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Toby Melville
    Mensagem de informação sobre saúde pública em meio à pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), Londres, Reino Unido, 1º de fevereiro de 2021

    A pesquisa enfatiza que, embora a maioria das instalações tenha conseguido reestruturar seu estabelecimento para acomodar a distância de um metro entre as mesas, muitas ainda tinham problemas com superlotação.

    "Foi muito difícil para eles eliminar completamente o que chamamos de pontos de aperto", disse a pesquisadora. "Haviam áreas estreitas na maioria dos locais. Tanto nas entradas quanto nos corredores ou nos banheiros, onde era difícil para os clientes evitarem a passagem juntos", disse Fitzgerald.

    Questão de comportamento

    Grande parte do risco que a equipe observou ocorria já à noite, quando os clientes bebiam. Os pesquisadores observam que o consumo de álcool pode afetar a audição, a visão e o julgamento de uma pessoa, tornando fisicamente mais difícil para ela cumprir as medidas de segurança.

    A equipe viu pessoas pulando de mesa em mesa, tocando-se e cantando ou gritando. Alguns clientes fizeram novos amigos em lugares inesperados, diz a pesquisa.

    Fitzgerald acredita que os bares podem ser capazes de atenuar um nível de risco, comunicando claramente sobre as expectativas e tentando criar uma atmosfera de "autopoliciamento" entre os clientes.

    Embora ao contrário de lugares como supermercados ou lojas de varejo, os bares são espaços inerentemente sociais, e os esforços para torná-los menores podem resultar em menos clientes, conclui o documento.

    Mulher caminha com máscara para evitar contágio pelo coronavírus na cidade de Manchester, no Reino Unido
    © AP Photo / Peter Byrne
    Mulher caminha com máscara para evitar contágio pelo coronavírus na cidade de Manchester, no Reino Unido

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    COVID-19, bar, estudo, Parlamento da Escócia, Escócia
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