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    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)
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    O imunizante já está sendo aplicado no Brasil, mas a Fiocruz ainda aguarda a chegada de insumos e a aprovação definitiva da Anvisa para iniciar a produção de 100 milhões de novas doses até julho.

    A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca tem 76% de eficácia contra a COVID-19 por três meses após uma única dose. O estudo foi divulgado nesta terça-feira (2) pela Oxford, conforme noticiado pela agência Reuters.

    O artigo diz ainda que, após a segunda dose, a eficácia da vacina chega a 82,4% com 12 semanas ou mais de intervalo entre as aplicações. Com o reforço sendo dado em menos de 6 semanas após a primeira dose, a eficácia cai para 54,9%.

    Homem recebe vacina AstraZeneca/Oxford em Manaus, 30 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Bruno Kelly
    Homem recebe vacina AstraZeneca/Oxford em Manaus, 30 de janeiro de 2021

    As conclusões dos pesquisadores respaldam a decisão do Reino Unido de estender o intervalo entre as doses do imunizante para 12 semanas. O governo britânico decidiu dar o quanto antes a proteção ao maior número possível de pessoas, aumentando o tempo entre as vacinas iniciais e as doses de reforço.

    A AstraZeneca elogiou a medida, afirmando que a flexibilidade para estender o tempo entre as doses é a melhor estratégia.

    "A eficácia da vacina após uma única dose padrão do dia 22 ao dia 90 pós-vacinação foi de 76%, e a análise modelada indicou que a proteção não diminuiu durante este período inicial de três meses", afirmaram os pesquisadores.

    Os resultados foram coletados em testes realizados no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul.

    A vacina da AstraZeneca já está sendo aplicada no Brasil após a aprovação de uso emergencial. Porém, por enquanto, há apenas dois milhões de doses, importadas do Instituto Serum, na Índia.

    A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aguarda a chegada de insumos e a aprovação definitiva da Anvisa para iniciar a produção e prevê até 100,4 milhões de novas doses até julho. Até dezembro, com outra importação de insumos, será possível produzir mais 100 milhões, de acordo com o instituto.

    Tema:
    Situação mundial da COVID-19 no início de fevereiro de 2021 (80)

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    Tags:
    Reino Unido, vacinação, vacina, Universidade de Oxford, Brasil, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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