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    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)
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    Enquanto a União Europeia aguarda uma autorização para o uso da vacina AstraZeneca, especialistas afirmam que faltam dados para avaliar eficácia do imunizante em pessoas de mais de 65 anos.

    A Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha recomendou o uso do imunizante contra a COVID-19 da empresa AstraZeneca e da Universidade de Oxford apenas para indivíduos com menos de 65 anos, escreve a Deutsche Welle.

    Segundo a comissão, não há dados suficientes para avaliar a eficácia da vacina em humanos com mais de 65 anos. Assim, a recomendação foi restrita para as pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos. No último dia 25, a imprensa alemã havia veiculado que a eficácia da AstraZeneca poderia ser de apenas 8% em pessoas com mais de 65 anos.

    Vale lembrar que vacina da AstraZeneca ainda não foi autorizada para uso na União Europeia. A autorização pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) é esperada para esta sexta-feira (29). No Brasil, a vacina de Oxford-AstraZeneca já foi aprovada pela Anvisa. 

    Após a comissão alemã recomendar a vacina apenas para quem tem menos de 65 anos, a autoridade de saúde do Reino Unido, onde a vacina já está em uso, afirmou que o imunizante é seguro e produz resposta também em idosos.

    ​O governo alemão teme que a vacina não receba aprovação das autoridades reguladoras europeias por supostamente apresentar uma eficácia de apenas 8%, ou de menos de 10% em idosos. O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, por sua vez, minimizou o assunto e classificou como especulações as reportagens sobre a baixa eficácia da vacina da AstraZeneca.

    AstraZeneca sob pressão

    Nas últimas semanas, a AstraZeneca viu-se sob pressão da União Europeia por causa de atrasos para cumprir a entrega de vacinas acordadas contratualmente com o bloco.

    O grupo farmacêutico anunciou na última sexta-feira (22) que, após a aprovação de sua vacina, devem ser entregues apenas 31 milhões de doses, ao invés de 80 milhões, até o final de março. O imunizante da AstraZeneca-Oxford é encarado com grande expectativa por diversos governos, já que dispensa a complexa operação de refrigeração da vacina da Pfizer-BioNTech.

    Agente da Saúde segura ampola da vacina contra COVID-19 desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca, no Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Agente da Saúde segura ampola da vacina contra COVID-19 desenvolvida pela Oxford/AstraZeneca, no Rio de Janeiro, 23 de janeiro de 2021

    No Brasil...

    A vacina da AstraZeneca também é a principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil fechou uma parceria com a empresa para a fabricação de doses em território nacional, por meio da Fiocruz. No entanto, a produção, inicialmente prevista para começar em fevereiro, deve ficar para março, devido a problemas na obtenção de insumos.

    Avião com dois milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford contra o coronavírus chega da Índia à base aérea Galeão no Rio de Janeiro, Brasil, 22 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Ricardo Moraes
    Avião com dois milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford contra o coronavírus chega da Índia à base aérea Galeão no Rio de Janeiro, Brasil, 22 de janeiro de 2021

    Tema:
    Mundo vs. COVID-19 no final de janeiro de 2021 (110)

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    Tags:
    COVID-19, vacinação, vacina, idosos, Universidade de Oxford, Alemanha
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