A notícia foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que classificou o acordo "justo, equilibrado e correto", embora as negociações sobre o assunto tenham sido "muito difíceis".
Ursula von der Leyen disse que todo o debate sobre a questão foi "sempre sobre soberania", lembrando que os parceiros vão conseguir mais juntos do que separados.
The deal is done. pic.twitter.com/zzhvxOSeWz
— Boris Johnson (@BorisJohnson) December 24, 2020
O acordo está feito.
Já o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que o Reino Unido retomou o "controle de suas leis e destino" depois de chegar a um acordo de livre comércio pós-Brexit há muito esperado.
"Este acordo é benéfico não apenas para nós, mas para toda a Europa", disse Johnson.
O acordo será agora submetido ao primeiro-ministro Boris Johnson e à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para aprovação formal, além de ter que ser ratificado tanto pelos parlamentos dos 27 países da União Europeia como pelos britânicos.
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, por sua vez, afirmou que o acordo é um grande passo para estabelecer uma relação estreita entre a União Europeia e o Reino Unido.
"Para os nossos cidadãos e empresas, um acordo abrangente com o nosso amigo e aliado vizinho é o melhor resultado", afirmou.
O Reino Unido e a UE estiveram envolvidos em meses de difíceis negociações sobre suas relações comerciais após o término do período de transição do Brexit em 31 de dezembro de 2020.

O acordo alcançado nesta quinta-feira (24) entra em vigor no dia 1º de janeiro, quando o Reino Unido deixará de fazer parte das regras e regulamentações de comércio da União Europeia. Com o acordo, o Reino Unido passa a ser um "terceiro país", mas um parceiro confiável, afirmou Von der Leyen.
O negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, classificou este dia 24 de dezembro como um "dia do alívio".

Segundo ele, o Reino Unido agora tem um "novo status" como "estado costeiro independente". Barnier acrescentou que o acordo, "sem precedentes em escopo e complexidade", sinalizou o início de "novas gerações de acordos de livre comércio".
A questão da pesca foi particularmente delicada para o acerto entre as partes. O Reio Unido exigiu que o valor dos peixes capturados pelos barcos da União Europeia nas águas do Reino Unido fosse reduzido em 60% - algo que a UE considerou inaceitável. Mais tarde, foi relatado que Johnson fez concessões significativas sobre a questão, concedendo um corte de 30% na redução de valor.
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