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    A chancelaria francesa rejeitou hoje (23) as acusações do Irã de que França, Alemanha e Reino Unido estariam violando o Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA, na sigla em inglês) sobre o programa nuclear iraniano.

    Na última segunda-feira (21), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, disse que a Europa tinha uma última chance de manter o acordo nuclear, ao destacar que os dados comerciais mostram que a Europa violou suas obrigações sob o pacto e é responsável por "danos irreparáveis ​​aos iranianos".

    Em uma reunião ministerial com os participantes remanescentes do JCPOA, eu enfatizei: 1. É a última chance para a E3 [a Eurotroika formada por França, Alemanha e Reino Unido] e a UE [União Europeia] salvarem o JCPOA; 2. Dados do comércio entre Irã e UE entre 2014 e 2019 mostram que os europeus violaram gravemente suas obrigações no JCPOA; 3. A E3 divide com os EUA a culpa por danos irreparáveis aos iranianos.

    Por sua vez, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês afirmou que a Eurotroika formada por França, Alemanha e Reino Unido tem desempenhado desde 2003 um papel importante no processo diplomático iniciado para encontrar uma solução para a crise de proliferação nuclear iraniana.

    "Eles [os países europeus] sempre assumiram a responsabilidade em face dessa crise, que tem graves consequências regionais e internacionais. Assim como seus parceiros europeus, a França rejeita categoricamente as acusações infundadas do Irã contra a Eurotroika", disse o porta-voz.

    O funcionário do governo francês ressaltou que os três países europeus "desde o primeiro dia do acordo, cumpriram todas as suas obrigações e, desde a saída dos Estados Unidos, não pouparam esforços para permitir que o Irã extraísse dividendos econômicos do pacto".

    Em julho de 2015, o Irã e seis mediadores internacionais - Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, China, França e Alemanha - assinaram o JCPOA, que impôs uma série de limitações ao programa nuclear iraniano com o objetivo de excluir sua possível dimensão militar, em troca do levantamento das sanções internacionais.

    Em maio de 2018, os Estados Unidos romperam o acordo e começaram a impor sanções unilaterais contra o Irã, alegando que o país asiático continuava a desenvolver armas nucleares.

    Um ano depois, o Irã, em resposta, começou a reduzir gradualmente os seus compromissos sob o JCPOA.

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