23:56 15 Janeiro 2021
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    O sangue seco de São Januário, exposto publicamente em um frasco três vezes por ano em Nápoles, não se liquefez na quarta-feira (16), apesar das orações dos fiéis, fazendo com que muito considerassem isso sinal de desastre iminente.

    Três vezes ao ano, no sábado que precede o primeiro domingo de maio, no dia 19 de setembro e 16 de dezembro, o frasco com o sangue seco do santo, que viveu no século IV e é o padroeiro da cidade de Nápoles, é exposto publicamente e os moradores rezam para que ocorra o "Milagre de São Januário", que consiste em sua liquefação.

    Contudo, nesta quarta-feira (16), o sangue não se liquefez e, segundo a crença, isto é um sinal de desgraça.

    Em diversas ocasiões, diversos acontecimentos trágicos ocorreram, de fato, pouco depois de a liquefação não ocorrer. Assim aconteceu no início da Segunda Guerra Mundial em 1939 e a entrada da Itália no conflito em 1940, a ocupação de Nápoles pelas tropas nazistas em 1943 e antes do terremoto de Avellino em 1980, que custou a vida de mais de 3.000 pessoas. 

    Por sua vez, o cardeal da cidade, Crescenzio Sepe, tratou de convencer os napolitanos de que o episódio não é um "presságio de desastres, nem epidemias ou guerras", recordando que "somos homens e mulheres de fé [...] Se algo precisa derreter, é o nosso coração", adicionou.

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    Tags:
    crença, prevenção de desastres naturais, desastres naturais, Itália, Nápoles, sangue
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