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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    País decidiu intensificar as medidas a partir de quarta-feira (16) até 10 de janeiro. Hospitais relatam que estão chegando no limite da capacidade de atendimento.

    O governo alemão pediu aos cidadãos que não façam compras de Natal. O anúncio veio nesta segunda-feira (14), dois dias antes de um bloqueio que fechará a maioria das lojas, apertará as regras de distanciamento social e fechará as escolas em todo o país, informou a agência Associated Press.

    "Desejo e espero que as pessoas comprem apenas o que realmente precisam, como alimentos", disse o ministro da Economia, Peter Altmaier. "Quanto mais rápido controlarmos estas infecções, melhor para todos".

    A chanceler Angela Merkel e os governadores dos 16 estados da Alemanha concordaram, no domingo (13), em intensificar as medidas de isolamento no país, começando na quarta-feira (16) e indo até 10 de janeiro, para deter o aumento exponencial dos casos da COVID-19.

    Merkel disse que as atuais restrições impostas em novembro não conseguiram reduzir significativamente o número de novas infecções. A Alemanha vem registrando cada vez mais casos e mortes nas últimas semanas.

    Na segunda-feira (14), o centro de controle de doenças do país relatou 16.362 casos, ou seja, cerca de quatro mil a mais do que uma semana antes. O Instituto Robert Koch confirmou 188 mortes, elevando o número total para 21.975.

    Na semana passada, o número diário de falecimentos aumentou para quase 600, mas após o fim de semana os dados são geralmente mais baixos porque nem todos os estados relataram novos números.

    No limite

    Hospitais de todo o país advertiram repetidamente nas últimas semanas que estavam atingindo seus limites no atendimento de pacientes com a COVID-19 e que o número de profissionais das unidades de terapia intensiva estava se tornando um problema.

    Na segunda-feira (14), 4.552 pacientes do novo coronavírus estavam sendo tratados em UTIs, 52% deles em respiradores.

    Em alguns estados, incluindo a Saxônia no leste, e a Renânia do Norte-Vestfália no oeste, as escolas já estão fechadas ou a frequência escolar obrigatória foi suspensa para que os pais possam manter seus filhos em casa.

    Novas regras

    A partir de quarta-feira (16), os colégios de todo o país serão fechados ou mudarão para o ensino à distância. A maioria das lojas de produtos não-alimentares serão fechadas, assim como outros estabelecimentos, tais como cabeleireiros, que até agora foram autorizados a permanecer abertos. Ainda será permitida a entrada em restaurantes, mas nenhuma comida ou bebida poderá ser servida no local.

    Com exceção do Natal, o número de pessoas autorizadas a se reunir dentro de casa permanecerá restrito a cinco, não incluindo crianças menores de 14 anos.

    A venda de fogos de artifício tradicionalmente usados para celebrar o Ano Novo também será proibida, assim como as reuniões públicas ao ar livre no dia 31 de dezembro.

    Autoridades também apelaram aos cristãos para que fiquem em casa e assistam à tradicional missa de Natal on-line este ano para evitar maior disseminação do vírus entre as congregações.

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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)

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    Tags:
    Renânia do Norte-Vestfália, Saxônia, novo coronavírus, Alemanha, Angela Merkel, Natal, COVID-19
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