07:26 30 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    241
    Nos siga no

    Michael Schoellhorn, chefe de operações da Airbus, afirma que a empresa vai cortar pelo menos 15.000 empregos devido ao agravamento da situação da COVID-19.

    A indústria de aviação enfrenta um panorama cada vez pior, depois de um aumento nas infecções de coronavírus pelo mundo afora, indica a agência Reuters citando o jornal alemão Handelsblatt.

    Michael Schoellhorn, chefe de operações da Airbus, relatou à mídia que a situação no início de outubro é pior do que a empresa esperava em junho-setembro, e que cortaria um mínimo de 15.000 empregos.

    Mesmo antes da pandemia, havia algumas fábricas subutilizadas, pelo que a administração da Airbus pode decidir fechar parte delas. Disse também que isso não deverá ocorrer na Alemanha.

    "Em termos de substância, não vejo nenhuma localidade alemã em risco no momento", disse.

    Em setembro, Guillaume Faury, diretor-executivo da empresa, revelou em uma carta ao pessoal da Airbus que faria o melhor possível para cortar custos sem recorrer a demissões compulsórias, mas que não poderia garantir que elas não aconteceriam.

    Com as viagens aéreas muitíssimo abaixo dos níveis normais devido às restrições e aos receios dos viajantes relacionados à pandemia, as companhias aéreas têm adiado as compras de novas aeronaves.

    A Embraer também tem sido afetada pela enorme redução do número de voos, relatando prejuízos financeiros. Em abril, a Boeing, gigante de aviação norte-americana, desistiu de comprar a área comercial da empresa brasileira, e recentemente anunciou a demissão de 2.500 funcionários.

    A LATAM, empresa de aviação que também opera no Brasil, tem estado igualmente em dificuldades financeiras devido ao impacto da pandemia, tendo pedido recuperação judicial nos EUA no final de maio, o mesmo acontecendo com a filial LATAM Brasil no início de julho.

    Mais:

    VÍDEO mostra 1ª decolagem de protótipo de avião revolucionário em forma de V
    Caixa da Embraer permite que empresa tenha prejuízos sem prejudicar operacionalidade, diz analista
    Embraer x Bombardier: guerra de gigantes por um mercado de U$ 300 bilhões
    Especulação em torno da Embraer mostra que empresa precisa ser protegida, diz especialista
    Após fracasso com a Boeing, Embraer entra no radar de China, Índia e Rússia, dizem fontes
    Tags:
    EUA, Latam, Boeing, Embraer, Alemanha, Reuters, Handelsblatt, COVID-19, Airbus
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar