17:58 22 Outubro 2020
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    Aprovado em referendo realizado no domingo (27), o salário mínimo no cantão de Genebra, na Suíça, será de cerca de 3.800 euros, valor equivalente a R$ 25.000, a partir de 17 de outubro. 

    Aproximadamente 58% dos 500.000 eleitores de Genebra votaram a favor da implementação de um mínimo para a região. Em 2014, por meio de um referendo nacional, os suíços rejeitaram a criação de um salário mínimo para o país. Em 2011, Genebra votou contra um piso salarial para a região. 

    De acordo com alguns meios de comunicação, a remuneração é a mais alta do mundo, seguida pela Austrália. Por outro lado, Genebra é considerado um dos locais mais caros do mundo. 

    Apesar de membro da União Europeia (UE), a Suíça não faz parte da zona do euro. O salário mínimo em Genebra será de 4.086 francos suíços (moeda local) para 41 horas de trabalho semanais - o que equivale a aproximadamente 3.800 euros. Por hora, o pagamento será de 23 francos suíços, ou 22,50 euros (aproximadamente R$ 149). 

    Aluguel de R$ 18.500

    Além de Genebra, apenas outros dois cantões do país adotam uma remuneração mínima, Jura e Neuchatel.  

    Muitos cidadãos franceses se deslocam todo dia para trabalhar no território de Genebra. Na França, o salário mínimo é duas vezes menor, mas o custo de vida não é tão elevado. Em Genebra, o aluguel de um apartamento de dois quartos custa cerca de 3.000 francos, o que equivale a 2.800 euros (aproximadamente R$ 18.500), segundo a agência AFP. 

    Mínimo no Brasil equivale a 170 francos

    A proposta para a criação do mínimo foi feita por sindicatos e partidos de esquerda, face ao aumento da pobreza na região, o que foi aumentado em função da pandemia do coronavírus. Genebra é muito dependente do turismo e de viagens de negócios.

    No Brasil, o salário mínimo é de R$ 1.045, o que equivale a cerca de 158 euros ou 170 francos suíços.

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    Tags:
    referendo, novo coronavírus, COVID-19, salário, Austrália, França, Genebra, Suíça
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