09:04 30 Outubro 2020
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    Conflito entre tropas da Armênia e do Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh deixou ao menos 16 militares mortos e mais de 100 feridos do lado armênio, segundo disse neste domingo (27) o Ministério da Defesa do país.

    A porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan, publicou as informações nas redes sociais citando Artur Sarkisyan, o vice-ministro da Defesa da República de facto de Artsakh, também conhecida como Nagorno-Karabakh.

    "Os dados preliminares são de 16 pessoas mortas e mais de 100 feridas no lado armênio", diz a publicação.

    Na manhã deste domingo (27), uma escalada de tensões se desdobrou em um conflito na região de Nagorno-Karabakh, uma área autônoma entre a Armênia e o Azerbaijão. A região tem maioria armênia e proclamou independência em 1991 da então República Soviética do Azerbaijão.

    Em Baku, capital do Azerbaijão, um militar gesticula dentro de um veículo blindado acenando para pessoas em uma estrada, em 27 de setembro de 2020.
    © REUTERS / Aziz Karimov
    Em Baku, capital do Azerbaijão, um militar gesticula dentro de um veículo blindado acenando para pessoas em uma estrada, em 27 de setembro de 2020.

    Durante a escalada de conflitos deste domingo (27), o Azerbaijão lançou o que descreveu como uma "contra-ofensiva", enquanto a autoproclamada República de Artsakh acusou as forças azeris de abrirem fogo contra civis e contra a infraestrutura civil de sua capital, Stepanakert.

    A ação militar continua enquanto países e organizações internacionais apelam às partes do conflito para que haja um cessar-fogo imediato e que as partes abram diálogo.

    Lei marcial e reconhecimento da região

    Mais cedo, o parlamento do Azerbaijão aprovou a introdução de lei marcial em diversas regiões do país em resposta à escalada das tensões na região, segundo informações de um correspondente da Sputnik. Entre as regiões estariam a capital Baku, as cidades de Ganja, Yevlakh, Goygol.

    Premiê armênio Nikol Pashinyan (foto de arquivo)
    © Sputnik / Viktor Tolochko
    Premiê armênio Nikol Pashinyan (foto de arquivo)

    Mais cedo, o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, declarou que governo armênio também decretou lei marcial e mobilização geral devido aos conflitos. Durante a reunião de emergência do parlamento armênio para declarar lei marcial parcial, Pashinyan afirmou ainda que Erevan considera reconhecer a República de facto de Artsakh, conhecida como Nagorno-Karabakh, assim como considerava anteriormente.

    "Respondendo sua questão sobre se o reconhecimento está em nossa agenda, sim, da mesma forma como costumava estar em nossa agenda, ainda está. A segunda questão, sobre se vamos dar esse passo, teremos que discutir de maneira muito séria", disse Pashinyan, acrescentando que "todas as possibilidades e todos os cenários sobre os desdobramentos estão sendo analisados".

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    Tags:
    Erevan, Azerbaijão, Armênia
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