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    A misoginia deveria ser considerada crime de ódio, disse hoje (23) o órgão independente que recomenda mudanças legais na Inglaterra e no País de Gales, ao lançar uma consulta sobre a atualização das leis de crimes de ódio, escreve a Reuters.

    De acordo com a Comissão de Direito, a proposta daria às mulheres proteção específica contra crimes como agressão e assédio, quando vitimadas com base em seu sexo. Tal garantia seria semelhante às leis já existentes para discriminação por raça, religião, orientação sexual, deficiência e identidade de gênero, podendo levar a penas mais severas para os condenados.

    "A misoginia é o solo em que a violência contra mulheres e meninas cresce e esta é nossa chance de enfrentá-la", disse a parlamentar da oposição Stella Creasy, que faz campanha pela mudança, citada pela Reuters. "Esta análise é uma oportunidade histórica para desenvolvermos uma lei de crimes de ódio que seja intersetorial e reflita as experiências de assédio e crime de mulheres e meninas."

    Segundo a deputada, sete forças policiais na Grã-Bretanha já trataram a misoginia como um crime de ódio, o que deu resultados satisfatórios no combate à violência contra as mulheres

    ​A atual consulta, que está aberta a especialistas e também a quem já foi vítima de crimes de ódio, segue até 24 de dezembro e dará informações finais ao governo a serem publicadas no próximo ano, destaca a agência. Ela também examinará a expansão da proteção contra crimes de ódio com base na idade e a expansão do crime de entoação racista em jogos de futebol para cobrir os cantos homofóbicos.

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    Tags:
    discriminação, Reuters, Grã-Bretanha, direito, legislação, machismo, misoginia, crime de ódio, País de Gales, Inglaterra, Reino Unido
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