21:34 29 Outubro 2020
Ouvir Rádio
    Europa
    URL curta
    361
    Nos siga no

    O ministro da Economia da Alemanha, Peter Altmaier, disse nesta segunda-feira (21) que ainda acredita que a ratificação de um acordo comercial da União Europeia (UE) com a América do Sul é possível, apesar da discórdia europeia sobre o desmatamento no Brasil.

    Mesmo sem reabrir o texto do acordo, "há algumas questões que temos que esclarecer, que podemos esclarecer", declarou Altmaier, após uma reunião de ministros do Comércio da UE em Berlim.

    Uma "solução sustentável" pode ser encontrada, continuou ele, exortando seus parceiros da UE a não se dividirem na questão espinhosa.

    O pacto entre a UE e o bloco de livre comércio sul-americano Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - foi firmado em princípio no ano passado, após duas décadas de disputas.

    A França deve apresentar demandas para que a ratificação prossiga, o que incluiria crucialmente o respeito às metas do Acordo de Paris sobre o combate às mudanças climáticas.

    O novo chefe comercial da UE, Valdis Dombrovskis, afirmou que era "claro que precisamos levar essas questões a sério".

    Cartaz diz Não foi o clima, é o sistema, foi Bolsonaro. Defenda a Amazônia é exibido durante protesto em Buenos Aires
    © AP Photo / Natacha Pisarenko
    Cartaz diz "Não foi o clima, é o sistema, foi Bolsonaro. Defenda a Amazônia" é exibido durante protesto em Buenos Aires

    O presidente francês Emmanuel Macron tem sido um dos principais críticos do presidente brasileiro Jair Bolsonaro, um cético da mudança climática que cancelou as restrições à exploração das vastas riquezas da Amazônia.

    Enquanto isso, a potência industrial alemã apoiou o acordo na esperança de abrir novos mercados, especialmente para suas montadoras.

    Bruxelas, que lida com questões comerciais para os 27 Estados membros da UE, "está buscando um engajamento claro" dos sul-americanos nas questões de sustentabilidade.

    Ativistas ambientais criticaram o acordo pelo levantamento das barreiras comerciais à carne bovina brasileira, que eles argumentam que levará ao aumento do desmatamento.

    A pecuária é responsável por 80% do desmatamento na Amazônia, de acordo com o grupo ambientalista WWF.

    Mais:

    Acordo Mercosul-UE enfrenta resistência externa e dúvidas entre Brasil e Argentina, diz professora
    Fracasso brasileiro contra COVID-19 deve 'aumentar resistência' a acordo entre Mercosul e UE
    'Fiadora' da aliança UE-Mercosul, Merkel expressa dúvidas sobre futuro do acordo
    Tags:
    meio ambiente, desmatamento, WWF, carne bovina, comércio, Jair Bolsonaro, acordo comercial, União Europeia, Mercosul, França, Alemanha, Europa, Floresta Amazônica, Amazônia, Brasil
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar