05:58 23 Outubro 2020
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    O ministro da Defesa da Bielorrússia, Viktor Khrenin, determinou nesta quarta-feira (19) o reforço de tropas na fronteira ocidental do país e o treinamento de medidas de defesa. 

    Khrenin pediu para o Comando Operacional Ocidental apresentar propostas de ações de defesa. Mais cedo, o presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, determinou a intensificação do treinamento na direção ocidental. 

    Por meio de mensagem pelo Telegram, o Ministério da Defesa afirmou que Khrenin havia feito o pedido "como parte da implementação das instruções do presidente".

    "Preparar propostas sobre a condução de medidas pelas formações e unidades militares do Comando Operacional Ocidental para a preparação e condução da defesa na direção tática de Grodno", afirmou o ministério. 

    As propostas devem ser apresentadas para a pasta até a quinta-feira (20). No sábado (15), o ministério anunciou uma série de exercícios táticos próximo da usina nuclear da Bielorrússia e em um campo de treinamento na região de Grodno, de 17 a 20 de agosto. 

    Monitorar movimentação da OTAN

    Nesta quarta-feira (19), após reunião do Conselho de Segurança da Bielorrússia, Lukashenko deu instruções ao Ministério da Defesa para monitorar o movimento das tropas da OTAN na Polônia e Lituânia. Além disso, disse que o país não deve "se coibir" de posicionar suas unidades na direção das movimentações das forças da OTAN.

    O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse nesta quarta-feira (19), ao término de videoconferência entre os líderes do bloco, que a União Europeia não reconhece os resultados das eleições presidenciais na Bielorrússia. 

    Após a divulgação dos resultados do pleito, que, segundo a Comissão Eleitoral Central, deram um novo mandato a Lukashenko, com 80,1% dos votos, ocorreram grandes protestos por toda a Bielorrússia, organizados pela oposição e em apoio a candidata derrotada, Svetlana Tikhanovskaya. 

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    Tags:
    União Europeia, crise, OTAN, exército, Forças Armadas, eleições, protestos, Europa, Belarus, Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko
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