11:40 25 Novembro 2020
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    O ex-candidato à presidência da Bielorrússia, Valery Tsepkalo, foi adicionado ao banco de dados internacional de pessoas procuradas, de acordo com o Ministério do Interior da Rússia.

    Uma entrada no banco de dados do Ministério sobre o ex-adversário do presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, cita Tsepkalo como "procurado por acusações criminais", segundo confirmou a pasta.

    O ex-diplomata e empresário publicou em suas redes sociais no início deste sábado (14) que a Bielorrússia abriu uma investigação criminal contra ele e que já foi emitida uma notificação a respeito. Tsepkalo foi impedido de se candidatar nas eleições presidenciais da Bielorrússia após ser acusado de fraudar assinaturas necessárias para validar sua candidatura. O empresário está exilado na Ucrânia.

    Multidão de jovens com bandeira branca e vermelha protesta em Minsk, capital da Bielorrússia
    © AP Photo / Sergei Grits
    Multidão de jovens com bandeira branca e vermelha protesta em Minsk, capital da Bielorrússia

    Outra adição recente ao banco de dados do Ministério russo é Stepan Putilo, dono de um canal popular no Telegram bielorrusso, o Nexta, que tem publicado chamadas para protestos contra o governo da Bielorrússia.

    Cerca de 7 mil pessoas foram detidas até agora na Bielorrússia por participarem de protestos não autorizados desde a eleição presidencial, cujos resultados foram divulgados no país no domingo (9). Pelo menos dois manifestantes morreram nos protestos até agora.

    Em Minsk, polícia detém um manifestante durante protestos após as eleições presidenciais na Bielorrússia, em 9 de agosto de 2020.
    © Sputnik / Viktor Tolochko
    Em Minsk, polícia detém um manifestante durante protestos após as eleições presidenciais na Bielorrússia, em 9 de agosto de 2020.

    A oposição tem liderado as manifestações baseando-se em acusações de fraude nas eleições que deram a sexta vitória eleitoral consecutiva a Lukashenko, com mais de 80% dos votos. O atual presidente lidera a Bielorrússia há 26 anos.

    Neste sábado (15) os protestos continuaram e milhares de pessoas se reuniram na capital Minsk. As cenas de confronto e violência têm gerado ameaças de sanções contra o país.

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    Tags:
    Telegram, Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko
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