04:57 28 Setembro 2020
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    A União Europeia pode barrar viajantes norte-americanos, russos e brasileiros ao reabrir fronteiras devido à pandemia de COVID-19.

    Os países da UE procuram de todas as formas ressuscitar suas economias e reabrir suas fronteiras após meses de restrições devido ao coronavírus, e para isso podem barrar viajantes norte-americanos, russos e brasileiros.

    A decisão seria um "golpe baixo" para o orgulho norte-americano, que perderia seu prestígio no mundo devido à falta de capacidade de lidar com a pandemia de COVID-19. Os EUA têm mais de 2,3 milhões de casos e mais de 120.000 mortes.

    Em busca da sobrevivência, a UE discute a elaboração de duas listas de visitantes potencialmente aceitáveis, de acordo com o desempenho dos países no combate ao coronavírus.

    Diversos viajantes do mundo todo já foram impedidos de entrar na Europa em meio às restrições impostas, mas é esperado que as fronteiras sejam reabertas no dia 1º de julho, quando uma decisão final deverá ser tomada.

    Vale lembrar, que, anteriormente, quando a Europa se tornou o epicentro da pandemia, o presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu os cidadãos europeus de viajarem aos EUA, para "proteger o país", que na ocasião possuía 1.100 casos de coronavírus e 38 mortes.

    Funcionário usando equipamento de proteção higieniza um avião de passageiros Airbus A321 da Vueling no Aeroporto Internacional de Fiumicino, em Roma, depois que a Itália permitiu a livre circulação e reabriu suas fronteiras para países europeus, aliviando mais as rígidas restrições de confinamento, em Roma, Itália, em 4 de junho de 2020
    © REUTERS / Remo Casilli
    Funcionário usando equipamento de proteção higieniza um avião de passageiros Airbus A321 da Vueling no Aeroporto Internacional de Fiumicino, em Roma, depois que a Itália permitiu a livre circulação e reabriu suas fronteiras para países europeus, aliviando mais as rígidas restrições de confinamento, em Roma, Itália, em 4 de junho de 2020

    Uma possível proibição relacionada à entrada dos norte-americanos na União Europeia seria sentida significativamente na área cultural, econômica e geopolítica. Já que milhões de turistas norte-americanos visitam o velho continente durante o verão europeu.

    Os países considerados seguros pela UE foram selecionados através de uma combinação de critérios epidemiológicos. O valor de referência utilizado é o número médio de novas infecções nos últimos 14 dias a cada 100.000 pessoas, correspondendo a 16 infecções no bloco. Em comparação, nos EUA, a cada 100.000 pessoas, 107 são infectadas pelo coronavírus, no Brasil, 190, e na Rússia, 80, segundo o NYT.

    As autoridades europeias afirmaram que a lista será realizada a cada duas semanas para que uma possível atualização seja possível de acordo com as novas realidades do mundo e o andamento da pandemia.

    Médicos de uma zona de Milão duramente atingida pela COVID-19, usando fatos e máscaras de proteção, assistem a uma manifestação para exigir mais ajuda financeira do governo e para homenagear as vítimas do vírus, em Milão, Itália, 10 de junho de 2020
    © REUTERS / Flavio Lo Scalzo
    Médicos de Milão assistem a manifestação

    Uma lista é formada por 47 países que apresentam uma taxa de infecção inferior à média da UE. Enquanto a outra é formada por 54 países, incluindo países com taxas piores do que a média europeia, de mais de 20 novos casos por 100.000 pessoas.

    "Os debates ocorrem intensamente", para chegar a um consenso até o dia 1º de julho, afirmou Adalbert Jahnz, porta-voz da Comissão Europeia.

    Em meio à crise, diversos países da UE precisam reabrir suas fronteiras, pois vivem do turismo, principalmente se tratando do verão europeu, onde o número de viajantes é consideravelmente elevado, gerando receita ao turismo e às companhias aéreas. Tanto que alguns países do bloco europeu já começaram a aceitar visitantes estrangeiros.

    Países como Alemanha e França, bem como outras nações europeias, querem que os viajantes estrangeiros sejam liberados e permitidos a ingressarem nos países.

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    Tags:
    restrição, turismo, União Europeia, novo coronavírus, vírus
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