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    Situação do mundo com COVID-19 em meados de junho (50)
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    O novo coronavírus estava presente nas águas residuais de Milão e Turim em dezembro do ano passado, concluíram especialistas do Instituto Superior de Saúde da Itália.

    Os pesquisadores examinaram as águas residuais das áreas metropolitanas de cidades como Turim, Milão e Bolonha e descobriram vestígios do novo coronavírus em 14 de 40 amostras recolhidas.

    Segundo informou o próprio instituto em comunicado à imprensa em 18 de junho, as amostras das águas residuais foram coletadas de outubro de 2019 a fevereiro de 2020.

    "Os resultados, confirmados por dois laboratórios independentes e com recurso a dois métodos diferentes, confirmaram a presença de RNA [ácido ribonucleico, elemento essencial de um vírus] do SARS-CoV-2 nas amostras coletadas em Milão e Turim em 18 de dezembro de 2019", explica o instituto no comunicado.

    Vestígios idênticos foram também encontrados nas águas residuais de Bolonha em 29 de janeiro de 2020, sendo que o primeiro caso oficial do novo coronavírus, que causa a doença COVID-19, contraído na Itália foi detectado em 20 de fevereiro na pequena cidade de Codogno, não muito longe de Milão.

    O instituto observa que as amostras coletadas entre outubro e novembro de 2019 não revelaram vestígios de coronavírus nas águas residuais.

    "Esta pesquisa pode ajudar a entender o início da circulação do vírus na Itália e fornece informações mais consistentes do que as análises realizadas na França a doentes hospitalizados que apresentavam resultados de estar infectados com o SARS-CoV-2 desde dezembro de 2019", especifica o instituto no comunicado.

    Os resultados do estudo questionam a cronologia geralmente aceita na comunidade científica da disseminação da infecção na Europa.

    A Itália foi um dos países mais afetados pela pandemia: cerca de 238.000 pessoas foram infectadas pelo vírus, das quais 34.000 morreram.

    Tema:
    Situação do mundo com COVID-19 em meados de junho (50)

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    Tags:
    Europa, COVID-19, Itália, pandemia, novo coronavírus
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