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OMS espera que Brasil siga compartilhando dados diários e detalhados da COVID-19

© REUTERS / Denis BalibouseDiretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, durante entrevista de imprensa em Genebra, na Suíça, 3 de maio de 2020
Diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, durante entrevista de imprensa em Genebra, na Suíça, 3 de maio de 2020 - Sputnik Brasil
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera que o Brasil continue a compartilhar dados detalhados sobre o novo coronavírus diariamente, revelou o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da entidade, Michael J. Ryan, nesta segunda-feira (8).

Na semana passada, o Brasil parou de publicar o total acumulado de casos e mortes pelo novo coronavírus e decidiu fornecer apenas números diários – no que já é classificado como uma maquiagem dos dados.

"Meu entendimento é que o governo no Brasil continuará relatando números importantes, os incidentes diários e os números de mortes diárias e informando de maneira desagregada [...] De fato, alguns dos dados que temos no Brasil são os mais importantes, detalhados e atualizados diariamente no mundo. Esperamos realmente que continue", disse Ryan em um briefing virtual.

O funcionário da OMS observou que a organização continuará prestando apoio ao Brasil, "um país muito grande", com algumas populações muito vulneráveis, em sua luta contra o vírus.

"No entanto, é muito importante que a mensagem sobre transparência e compartilhamento de informações seja consistente e que possamos confiar em nossos parceiros no Brasil para fornecer essas informações para nós, mas mais importante - para as pessoas", explicou.

"Elas precisam entender o que está acontecendo, precisam entender onde está o vírus, precisam saber como gerenciar os riscos e, portanto, esperamos que, enquanto confiamos que qualquer confusão que possa existir no momento possa ser resolvida, que o governo do Brasil e os estados do Brasil possam continuar a se comunicar de maneira consistente e transparente com seus próprios cidadãos, a fim de acabar com essa epidemia o mais rápido possível", acrescentou Ryan.

As últimas estatísticas da OMS mostram 672.846 casos confirmados no Brasil até agora, com 35.930 mortes – número diferente daquele mais recente revelado pelo Ministério da Saúde.

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