16:59 13 Agosto 2020
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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)
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    O ministro da Saúde do Reino Unido afirmou que não há nada nas raízes da pandemia da COVID-19 que apoie alegações de origem artificial, já que teorias infundadas continuam sendo divulgadas do outro lado do Atlântico.

    "Examinamos isso e não temos nenhuma evidência de que seja um coronavírus produzido pelo homem", disse Matt Hancock nesta quarta-feira (6). A observação veio quando ele foi pressionado a dar sua opinião sobre o governo dos EUA, alegando que o novo coronavírus se originou em um laboratório chinês.

    "Não vimos nenhuma evidência de um link, não há nada que confirme a alegação", declarou.

    Dias atrás, o presidente dos EUA, Donald Trump, ganhou as manchetes ao dizer que viu evidências apoiando essa teoria.

    "Temos pessoas olhando muito, muito fortemente. Pessoal científico, pessoal de inteligência e outros", comentou ele na época, acrescentando: "Teremos uma resposta muito boa eventualmente".

    Enquanto isso, Hancock se recusou a dizer se os EUA compartilharam alguma dica com seu aliado mais próximo. O ministro observou apenas que o presidente norte-americano "formulou seus comentários com muito cuidado".

    Passageiras passam por controle térmico no Aeroporto Internacional Tianhe, em Wuhan, China (foto de arquivo)
    © AP Photo / Dake Kang
    Passageiras passam por controle térmico no Aeroporto Internacional Tianhe, em Wuhan, China (foto de arquivo)

    Outros membros do governo Trump também avançaram agressivamente a teoria do "vírus sintético". O secretário de Estado Mike Pompeo aumentou a retórica, alegando no domingo (3) que ele tem uma "quantidade significativa de evidências" de que o novo coronavírus saiu de um laboratório em Wuhan, o epicentro da crise chinesa da COVID-19.

    As teorias do ex-diretor da CIA, no entanto, são contrárias ao que a comunidade de inteligência ocidental acredita. Anteriormente, o jornal britânico The Guardian relatou que fontes próximas à aliança de inteligência Five Eyes - composta por serviços secretos no Reino Unido, EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá - sustentam que não houve nenhum crime por trás da disseminação da COVID-19.

    A China refutou consistentemente as acusações, apontando que era vítima do vírus mortal, não o cérebro de uma pandemia global.

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    Pandemia da COVID-19 e o mundo no início de maio (100)

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    Tags:
    China, vírus, pandemia, teoria de conspiração, conspiração, saúde, novo coronavírus, COVID-19, Mike Pompeo, Donald Trump, Estados Unidos, Reino Unido, Matt Hancock
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