16:46 03 Julho 2020
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    Países combatendo COVID-19 no meio de abril de 2020 (105)
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    A China terá que responder a perguntas difíceis sobre como o surto do novo coronavírus aconteceu e se poderia ter sido evitado, afirmou o secretário das Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, nesta quinta-feira (16).

    "É absolutamente necessário haver uma revisão profunda das lições após o evento, inclusive sobre o surto do vírus [...] ele precisa ser conduzido pela ciência", disse Raab, acrescentando que a pandemia havia mostrado o valor da cooperação internacional e que o Reino Unido havia trabalhado bem com a China no repatriamento de cidadãos e compras.

    "Não há dúvida: não podemos ter negócios como de costume após esta crise, e teremos que fazer perguntas difíceis sobre como isso aconteceu e como poderia ter sido interrompido mais cedo", prosseguiu Raab, indicando no futuro um possível "acerto de contas" com a China.

    O diplomata britânico também falou de outros assuntos, como a extensão do período de distanciamento social no país até o dia 15 de maio. A meta é manter as medidas contra a COVID-19, que já ceifou a vida de mais de 138 mil pessoas em todo o mundo.

    Agentes de saúde checam a temperatura de passageiros que chegam da cidade chinesa de Wuhan no aeroporto de Pequim no dia 22 de janeiro de 2020.
    © AP Photo / Emily Wang
    Agentes de saúde checam a temperatura de passageiros que chegam da cidade chinesa de Wuhan no aeroporto de Pequim no dia 22 de janeiro de 2020.
    "Viemos muito longe, perdemos muitos entes queridos, já sacrificamos demais para facilitar agora, especialmente quando começamos a ver as evidências de que nossos esforços estão começando a dar frutos", destacou Raab, o número dois do país, atrás apenas do primeiro-ministro Boris Johnson, que segue se recuperando do novo coronavírus.

    Raab presidiu uma reunião de emergência nesta quinta-feira para revisar as evidências científicas sobre o impacto do bloqueio existente. "Relaxar qualquer uma das medidas atualmente em vigor arriscaria danos à saúde pública e à economia", acrescentou.

    As medidas em vigor foram anunciadas em 23 de março por um período inicial de três semanas. Os médicos que falaram ao lado de Raab disseram que reduziram a taxa geral de transmissão do vírus para menos de um, o que significa que agora estava encolhendo na comunidade.

    Anteriormente, o ministro da Saúde Matt Hancock alertou que o vírus "correria solta" se as restrições fossem levantadas muito cedo. Uma pesquisa do YouGov realizada antes do anúncio de quinta-feira mostrou que 91% dos britânicos apoiavam uma extensão de três semanas ao bloqueio.

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    Países combatendo COVID-19 no meio de abril de 2020 (105)

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    Tags:
    responsabilidade, vírus, isolamento, saúde, novo coronavírus, COVID-19, Boris Johnson, Dominic Raab, Inglaterra, Reino Unido
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