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    Coronavírus se espalha pelo mundo (455)
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    Especialistas explicam por que a taxa de mortalidade em decorrência do coronavírus na Alemanha é inferior à de outros países europeus.

    Nas últimas semanas, o número de casos do novo coronavírus na Alemanha cresceu rapidamente, atingindo 34.009 casos, tornando-se o 5º país mais afetado do mundo, atrás somente de China, Itália, EUA e Espanha.

    Mas a taxa de mortalidade desses países varia de maneira significativa. De acordo com dados compilados pela Universidade John Hopkins (EUA), a taxa de mortalidade na Itália é de 9,5%, e na França é de 4,3%, enquanto na Alemanha é de somente 0,4%.

    O principal motivo para a baixa mortalidade foi, de acordo com especialistas, a resposta das autoridades alemãs no início da propagação do vírus no país. Neste primeiro estágio, a Alemanha focou em identificar, testar e conter epicentros de propagação.

    Uma vez que o país optou por testar não só os casos mais óbvios de COVID-19, como aqueles com sintomas graves ou pacientes de alto risco, a Alemanha tem dados mais precisos sobre a real situação epidemiológica do país, reportou o The Washington Post.

    "No início tínhamos relativamente poucos casos. No tocante à identificação e ao isolamento, fizemos um bom trabalho na Alemanha", declarou Reinhard Busse, diretor do Departamento de Saúde Pública da Universidade de Tecnologia de Berlim.

    Nesta primeira fase, o país identificou epicentros de propagação do vírus de maneira meticulosa. Quando um caso era confirmado, a Alemanha aplicava métodos de rastreamento de contatos para identificar pessoas que entraram em contato com os pacientes e impôs quarentena a todas elas. Essa medida permitiu a quebra de cadeias de transmissão do vírus.

    Shopping vazio na cidade alemã de Leverkusen, 20 de março de 2020
    © REUTERS / Thilo Schmuelgen
    Shopping vazio na cidade alemã de Leverkusen, 20 de março de 2020

    Além disso, o epidemiologista e parlamentar alemão Karl Lauterbach notou que muitos casos na Alemanha foram identificados em pacientes relativamente jovens, "pessoas que voltavam das férias".

    Os mais jovens reagem melhor à COVID-19 e têm maiores chances de superá-la. Na Itália, em contrapartida, a propagação afetou em grande parte a população idosa, mais vulnerável ao novo coronavírus.

    Para Lauterbach, a taxa de mortalidade alemã deve aumentar, conforme o coronavírus se propaga para outros segmentos sociais.

    O virologista do hospital Charité de Berlim está "absolutamente convencido" de que a alta capacidade de diagnóstico da Alemanha "nos deu uma enorme vantagem [...] no diagnóstico da epidemia".

    Mas ele sugere cautela, uma vez que a taxa de mortalidade provavelmente irá aumentar: "Não somos nenhuma exceção."

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    Tags:
    novo coronavírus, Itália, COVID-19, Alemanha
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