14:42 22 Fevereiro 2020
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    A sucessão da Catalunha da Espanha é "absolutamente irreversível", disse o líder regional Quim Torra, acrescentando que está pronto para negociar a data de um novo referendo de independência com o governo central de Madri.

    Torra se encontrou com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez em Barcelona nesta sexta-feira para delinear a agenda para as negociações mais amplas sobre o futuro da Catalunha, que serão realizadas no final de fevereiro.

    Eles se encontraram pela primeira vez em mais de um ano após o colapso das negociações anteriores no final de 2018. Porém, parece que Madri e Barcelona já estão indo à mesa de negociações com posições completamente opostas.

    Sanchez, que rejeita vigorosamente a ideia da independência da Catalunha e um novo referendo, disse que "o que o governo da Espanha está propondo é um recomeço". Mas Torra afirmou à agência Reuters que não está procurando um "reinício", já que a separação da Espanha é "absolutamente irreversível".

    "Seremos independentes", destacou.

    Resolver o "conflito quente" entre Barcelona e Madri significa deixar "o povo catalão decidir seu próprio futuro de forma democrática e pacífica", comentou.

    Insistência e repressão

    Torra, que está ignorando uma proibição de 18 meses para ocupar um cargo público em prol de suas próprias atividades pró-independência como líder catalão, pontuou que planeja discutir a data para um novo referendo nas próximas negociações com Sanchez.

    Manifestantes participam em ação em apoio da independência da Catalunha em Madri
    © Sputnik / Alejandro Martinez Velez
    Manifestantes participam em ação em apoio da independência da Catalunha em Madri

    A Catalunha realizou uma votação de independência em outubro de 2017, na qual 92% votaram para se separar da Espanha. O referendo, considerado ilegal por Madri, foi marcado por uma violenta repressão aos eleitores pela polícia espanhola. O Parlamento catalão aprovou uma declaração de independência após a votação.

    A decisão foi suspensa pelo governo espanhol, que dissolveu o Parlamento local e ordenou uma eleição rápida. As principais figuras do movimento pela independência, incluindo o vice-presidente catalão Oriol Junqueras, foram colocadas atrás das grades para organizar o referendo.

    O líder da região, Carles Puigdemont, fugiu da Espanha para escapar da acusação, mas seu mandado de prisão ainda permanece.

    Em outubro do ano passado, a Catalunha foi abalada por protestos violentos quando manifestantes entraram em conflito com a polícia e queimaram carros, exigindo novamente a independência da Espanha e a libertação dos presos.

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    Tags:
    política, Carles Puigdemont, Oriol Junqueras, Quim Torra, Pedro Sanchez, independência, referendo, Catalunha, Espanha
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