15:15 05 Dezembro 2020
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    Treze militares franceses da força Barkhane faleceram no Mali, em uma colisão acidental entre dois helicópteros, em meio à operação de combate contra jihadistas, anunciou a presidência francesa nesta terça-feira (26).

    O acidente, que teria ocorrido na noite desta segunda-feira (26), elevou para 38 o número de vítimas militares francesas no Mali, desde o início da intervenção francesa em 2013.

    O eurocóptero EC665 Tiger da operação francesa Barkhane sobrevoa a região central do Mali (foto de arquivo)
    © AFP 2020 / Daphane Bentoit
    O eurocóptero EC665 Tiger da operação francesa Barkhane sobrevoa a região central do Mali (foto de arquivo)

    Um helicóptero de combate Tiger colidiu com um helicóptero de assalto Cougar, de acordo com fontes da defesa ouvidas pela AFP. O acidente, ocorrido na região malinesa de Liptako, provocou o maior número de vítimas ao Exército francês desde os ataques ao edifício Drakkar, em Beirute, capital do Líbano, em 1983.  

    "Ao que tudo indica, uma colisão entre essas duas aeronaves, que voavam a altitude muito baixa, teria originado o acidente. Eles participavam de uma operação de apoio aos comandos da força de Barkhane que estavam combatendo grupos armados terroristas", informou o Estado-Maior francês, em comunicado publicado nesta terça-feira (26).

    Emmanuel Macron expressou "o maior respeito pela memória desses militares do exército: seis oficiais, seis sub-oficiais e um comandante, que morreram pela França durante o duro combate contra o terrorismo no Sahel" , segundo comunicado oficial.

    O presidente saudou "a coragem dos militares franceses engajados no Sahel e sua determinação em continuar sua missão. Eles são dignos de nossa total confiança", concluiu o informe.

    O Exército francês realiza operações militares no Norte do Mali desde 2013, após solicitação do governo internacionalmente reconhecido daquele país.

    Anteriormente, em visita recente ao Sahel, a ministra da Defesa da França, Florence Parly, havia pedido "paciência" com a guerra contra os jihadistas no Sahel:

    "Esse é um combate que requer paciência (..) A força Barkhane está em constante adaptação (...), levará tempo para construir essa resiliência das forças locais. Nosso compromisso com o Sahel é e continua sendo uma prioridade para a França", insistiu Florence Parly na ocasião.

    A França tem mais de 4.500 soldados combatendo contra militantes ligados à al-Qaeda e ao Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) na região do Sahel, integrados na operação Barkhane, conforme reportou a Reuters.

    Ministra da Defesa da França, Florence Parly, deixa o Palácio Élysée após reunião de gabinete, em Outubro de 2019
    © AFP 2020 / Benoit Tessier
    Ministra da Defesa da França, Florence Parly, deixa o Palácio Élysée após reunião de gabinete, em Outubro de 2019

    As atividades dos jihadistas no Norte da África atingiram níveis preocupantes após a eclosão do conflito na Líbia, em 2011.

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