14:54 21 Outubro 2019
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    Pamela Anderson: Julian Assange está preso, porque 'há muito mais segredos para manter'

    © AP Photo / Paul A. Hebert
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    A atriz e modelo americana Pamela Anderson lançou um novo apelo para soltar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está preso no Reino Unido e enfrenta extradição aos EUA.

    Falando ao programa matinal "Good Morning Britain" ao vivo de Vancouver nesta segunda-feira (23), Pamela Anderson, de 52 anos de idade, afirmou que Assange "precisa ser liberado, antes de tudo" e relembrou que "ele é um australiano no Reino Unido à espera de extradição norte-americana".

    Ela acrescentou que Assange estava certo ao procurar asilo, porque tudo o que ele disse que ia acontecer, aconteceu.

    Anderson visitou Assange na prisão britânica de segurança máxima de Belmarsh em maio deste ano, semanas depois de ter sido expulso da embaixada do Equador em Londres e preso pela polícia britânica.

    Condições na prisão

    A modelo detalhou as condições em Belmarsh: "Não é um lugar onde você queira deixar um amigo querido, e eu me importo muito com Julian. Acho que ele foi psicologicamente torturado."

    Ela descreveu Assange como uma "pessoa boa que se dedicou a dizer a verdade ao público, o que nós merecemos saber, expondo crimes de guerra [...] Ele está sentado na prisão, porque obviamente há muito mais segredos para manter. Ele é apenas um cara fantástico".

    "Quando ele me viu, ele me abraçou e me levantou do chão", ela se lembrou, acrescentando que Assange estava "doentio".

    Torturas psicológicas?

    Assange está cumprindo pena de prisão de 50 semanas desde o início de maio e o relator especial da ONU sobre tortura, Nils Melzer, que visitou o australiano atrás das grades no final de maio, afirmou que o fundador do WikiLeaks mostrou "todos os sintomas típicos de uma exposição prolongada à tortura psicológica".

    "Minha preocupação mais urgente é que, nos Estados Unidos, Assange estaria exposto a um risco real de graves violações de seus direitos humanos, incluindo liberdade de expressão, direito a um julgamento justo e proibição de tortura e outros tratamentos ou punições cruéis, desumanos ou degradantes", lamentou Nils Melzer após a visita.

    Acusações contra Assange

    O editor do WikiLeaks foi condenado por violação de fiança em 2012; na época, ele estava aguardando a extradição para a Suécia para interrogatório sobre acusações de estupro e agressão sexual.

    Assange se refugiou na embaixada do Equador em Londres, negando que as acusações fossem motivadas politicamente e temendo que as autoridades suecas o entregassem aos Estados Unidos, que o acusaram de espionagem.

    O fundador do WikiLeaks está se preparando para uma batalha jurídica contra a extradição, que deverá começar em fevereiro de 2020. Contra Assange há 18 acusações, que englobam espionagem, por ter vazado centenas de milhares de documentos diplomáticos e militares secretos relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão, que revelaram como militares dos EUA encobriram a morte de centenas de civis.

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