07:33 22 Setembro 2021
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    A praça dos Restauradores, ponto emblemático do centro histórico de Lisboa, recebe uma vigília pela Amazônia na noite desta sexta-feira (23). O ato começou por volta das 22 h (18h no horário de Brasília) e promete se estender até o início da madrugada do sábado (24).

    Com faixas, cartazes e fotografias, o grupo protesta pacificamente.

    "O que está a acontecer na Amazônia é um verdadeiro ecocídio, muito por culpa, infelizmente, do presidente Bolsonaro. A pressão social foi tanta que os líderes foram obrigados a tomar uma posição. E isso é muito bom, mostra que de fato todos nós fazemos a diferença", diz à Sputnik Brasil a ativista Sandra Barbosa, membro da ONG portuguesa Eco Roots, organizadora da vigília.

    Ao longo do dia, líderes internacionais classificaram a situação na Amazônia como gravíssima. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que o problema é uma "crise internacional" e que deve ser discutido durante a cúpula do G7, que se realiza neste final de semana na França. Além de Macron, Boris Johnson, do Reino Unido; Angela Merkel, da Alemanha; Justin Trudeau, do Canadá; e António Guterres, secretário-geral da ONU, expressaram preocupação e cobraram providências do governo brasileiro.

    Durante protesto pela Amazônia em Lisboa, os ativistas Paulo Muniz e Illa Branco colam um cartaz em um prédio. Foto de 23 de agosto de 2019.
    © Sputnik / Caroline Ribeiro
    Durante protesto pela Amazônia em Lisboa, os ativistas Paulo Muniz e Illa Branco colam um cartaz em um prédio. Foto de 23 de agosto de 2019.

    O ato na capital portuguesa se soma a outros realizados ao longo do dia mundo afora para chamar a atenção para as queimadas que assolam a área florestal. Houve manifestações em frente a embaixadas brasileiras em diversas cidades, como Berlim, na Alemanha; Londres, na Inglaterra; Mumbai, na Índia; Paris, na França; Berna, na Suíça; Dublin, na Irlanda e Madri e Barcelona, na Espanha.

    Para os manifestantes, as ações  internacionais são necessárias. "Finalmente ganhou a repercussão que deveria e a gente tem que ficar junto e fazer movimentos mesmo, para aumentar isso e fazer com que cada vez mais pessoas estejam conscientes da causa", afirma à Sputnik Brasil a publicitária Illa Branco.

    Os ativistas Paulo Muniz e Illa Branco seguram um cartaz durante protesto pela Amazônia em Lisboa. Foto de 23 de agosto de 2019.
    © Sputnik / Caroline Ribeiro
    Os ativistas Paulo Muniz e Illa Branco seguram um cartaz durante protesto pela Amazônia em Lisboa. Foto de 23 de agosto de 2019.

    A vigília em Lisboa reúne pessoas de diversas nacionalidades. Para o estudante Paulo Muniz, todos devem se mobilizar. "É algo que está do outro lado do mundo, mas é algo que nos é tão próximo. É o grande pulmão do mundo. Queimar é matar a Amazônia e é também matar-nos aos poucos. E é muito bom ver esta mancha de gente aqui hoje, realmente percebe-se que as pessoas estão ligadas ao mundo", diz Paulo Muniz à Sputnik Brasil.

    A vigília é o primeiro de uma série de atos pela Amazônia organizados para os próximos dias em Portugal. No sábado (24), está marcada uma nova ação em Lisboa e uma manifestação na cidade do Porto. Na segunda-feira (26), haverá mais um protesto na capital portuguesa.

    "O Brasil é uma nação autônoma, mas a Amazônia não é só do Brasil, não é só dos países que formam a bacia amazônica. Ela faz parte do mundo inteiro, é considerada um patrimônio mundial, e precisamente por isso o Brasil, neste caso o presidente Bolsonaro, tem satisfações para nos dar", diz a ativista Sandra Barbosa.

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    Tags:
    Amazônia, Lisboa, Portugal, António Guterres, Emmanuel Macron, Jair Bolsonaro, Barcelona, Madri, Mumbai, Paris, Berna, Dublin, Berlim, Londres, Justin Trudeau, Angela Merkel, Boris Johnson
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